Steve McQueen: O rei do cool Alguns anos antes de ser actor, McQueen era um delinquente juvenil. Alguns anos antes de ser uma estrela de cinema, McQueen era o rapaz das toalhas num bordel. Alguns anos antes dele receber $3 milhões em comissões, McQueen corria em motocicletas aos fins-de-semana porque precisava do dinheiro do prémio. A vida de Steve estava repleta de contradições emocionais: era fanticamente leal mas rigidamente paranóico; dedicado mas infiel; um bastardo que procurava a legitimidade; um recente ecologista e um chauvinista perene; famoso mundialmente e desesperado pelo anonimato e isolamento. Um actor educado no método mais moído no exterior de qualquer processo, ele desbastou toda a pretensão, imbuindo as suas personagens com uma vitalidade que nunca eram aquilo que ele dizia nem como olhava, mas sim a maneira como o fazia. As suas interpretações eram fáceis mas poderosas, cruas mas complexas. Num nível para além de análise fácil, Steve comunicou com as pessoas que o viam na televisão, nos cinemas, em qualquer lugar da terra. Mesmo no pico da sua celebridade, podia ser visto num banquinho num bar da vizinhança, num Centro de Emprego ou numa capa de revista, facto pelo qual ele era conhecido e não meramente por ser tão simpático quanto inteiramente autêntico. No ecrã ele era desafiante sem arrogância, desdenhoso sem ódio, suavemente sexual sem os corações e as flores. A certa altura, Steve tomou gosto a um novo lugar enquanto começou a ganhar dinheiro em Hollywood. O dinheiro significava a liberdade, não a riqueza; mas Steve sempre necessitou mais do que uma máquina rápida. Nesse ciclo órfão de querer encontrar uma identidade e então querer perdê-la, às vezes abusou do poder que o seu estado de estrela lhe permitia. Steve trabalhou duro mas também se divertiu prodigiosamente e disse o que lhe ia na sua mente. De que outra maneira teria ele entrado para a lista de "inimigos" de Charles Manson e Richard Nixon? * Idiomas dos comentários: Espanhol, Italiano e Português de Portugal.
