Como sempre, isso não passa da interpretação ligeira e desarvorada desse pretensioso leitor bem meia boca do A.K., leitor que acha que desconfia e deve desconfiar até da própria desconfiança! Daí cai na minha frente o volume dum autor meio peculiar, quiçá controverso (ou seria apenas mais um elo ou parte da pujante e crescente nóvel indústria editorial ficcional?), com um monte de referências cruzadas, uma sincronia dentro duma realidade caótica, aproveitando factos das manchetes recentes, com interpretações implausíveis (que realmente esboroaram retundantemente dez ou vinte anos depois) mesclando (in)certas referências com cositas tipo quarto poder/reich (!), Capela (aquela dos exilados), BigPharm, máfia, um monte de bandidão, teoria da transpiração (quando a conspiração começa a deixar o povo pirado - .: transpiração!), além de CIA&FBI andando juntinhas (!) na terra onde andou aquele sujeitinho com um bigodinho, o inexplicado ficando por isso mesmo, uns 'papo cabeça' dando imerecida e descabida importância e relevância a países sub-periféricos onde teria até indústria que não tem... Fica difícil, por exemplo, entender o que seria marginal do submundo, fogueira atômica, ultravírus do câncer, fluídos grosseiros, você trás (sic) ... Sopesando isso e aquilo, forço-me a concluir: Oras bolas, vai caçar sapo! Ou vai plantar batatas? Mas, voilà, tem um finalmente que alivia um tiquinho, tem pérolas esparsas em todo o texto e parece haver intenção de aventar o que nos aguarda (e está em curso) a partir da narração (pretensamente histórica & psicografada) do que teria ocorrido noutras plagas, mas ainda fica a pergunta: será?