Forçando a barra
Global Frequency #2 tem a missão de eliminar um tipo de Robocop II. A expressão "firewalls criptografados com fractais" é hilária, tendo um mínimo de conhecimento sobre informática. Existem inúmeras formas de se hackear alguma coisa, mas invadir um firewall geralmente não é a prioridade. Essa edição teve o sacrifício de um dos agentes. Vez ou outra ocorre algo do tipo. DMZ #10 conclui o arco "Corpo de Jornalista". O roteirista tenta dar a entender que ambos os lados são malignos na guerra, mas o lado do norte são tratados sempre numa perspectiva mais positiva. Já os EUA são os traidores e mentirosos com relação ao Matty. A Eve e a tal jornalista de Toronto representam isso muito bem. Há ainda um tipo de glorificação à DMZ, como se ela fosse um local mágico, único e especial. Me lembra a descrição que alguns gringos fazem de uma visita à favela da Rocinha, naquela espécie maluca de safari humano. Hellblazer #157 é um tipo de interlúdio depois da bizarrice de Doglick, e jogando para um novo problema. Além disso, tem outra trama paralela, uma história curta bem peculiar. Parece uma trama de suspense e terror que se desdobra aos poucos, até ter algum tipo de desfecho em segundo plano. Realmente os diálogos do roteirista são afiados, e o desenhista de Preacher está muito bem. Y: The Last Man #3 tem umas discussões políticas meio forçadas. Parece que o roteirista se esforçou para dar complexidade para como a política poderia funcionar nesse mundo. Pintou as democratas como ponderadas, racionais e pragmáticas. Já as republicanas foram mostradas como assustadas, irresponsáveis, anti democráticas, baderneiras e bélicas. Há todo um humor que não me agrada tanto. O gancho no final da revista é interessante, por mostrar uma possível X9, e também mostrar o destino da tal israelense.
