Pixel Magazine 20 -

    Vários

    Pixel Media
    2008
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-13: 9788573165432
    Português Brasileiro
    Resenhas (1)Ver mais
    Lucas David Muzel picture
    Lucas David Muzel13/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Estranheza acidental

    Ex Machina #12 tem a primeira parte do arco "Fato vs Ficção". O prefeito ex-super-herói atua em um júri. E tem um tipo maluco de vigilante que parece tentar emular o Grande Máquina. Hellblazer #159 continua com o estranho arco do boteco isolado por uma nevasca. Apresenta um trio ainda mais perverso e com uma agenda sinistra. Tudo complica ainda mais antes de alguma resolução. Global Frequency #4 apresenta uma trama de invasão alienígena bem diferente. É um tipo de vírus mental que transforma o humano em um coletivo hostil. E o vetor zero foi um PC ligado no projeto SETI. O que não faz sentido algum, pois esse projeto existia para doar CPU para o projeto, e não para ler sinais enviados por alienígenas. Somente se foi mal explicado e era literalmente um funcionário que estava fazendo home office, mas também não faz tanto sentido. Um sinal alienígena sendo transmitido através de uma imagem só faria sentido se tivéssemos como codificar e decodificar a mensagem. Não sabemos que tipo de "chave" foi usada para enviar o sinal. Não funciona como um protocolo HTTP que envia emoticons universais. Tirando essa parte conceitual mal explicada, a trama funcionaria como a esquete da piada mais engraçada do mundo do Monty Python. Seria impossível alguém ler todo o texto sem ser profundamente impactado. A tal perita nerd lésbica pelo visto teve um super treinamento, sendo convenientemente imune às imagens tão aterradoras. Ela conseguiu ler uma descrição alienígena sem qualquer tipo de contexto, o que também é uma baita forçação de barra. Aí a solução chegou perto do final do filme "Monstro do Armário": o que define o ser humano é o amor (bisexual). Então ficou no "love is all you need". Y: The Last Man #6 prossegue a "road trip", agora num trem rumo à Califórnia. Os diálogos são forçados novamente, para mostrar um pouco mais sobre a Dra. clonadora e sobre Yorick. É estarrecedor notar como o protagonista é fraco, pois constantemente apanha das outras personagens. Não é à toa que ele consegue passar despercebido usando uma máscara. Hero suspeita que seu irmão pode estar vivo. E o gancho final é muito bem elaborado.

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