Esse livro foi um tapa na cara. Um tapa bem dado, não por um estranho, mas por um amigo próximo que está me vendo deixá-lo de lado e ser meio egoísta.
Por que, você me pergunta?
Porque Diana é uma das minhas escritoras favoritas. Top 3. Com ela, é certeza de que o livro pode não ser meu favorito, mas vai ser excelente. Essa certeza deixa a gente meio preguiçoso.
E Fire and Hemlock NÃO é para preguiçosos.
Já começa mal, na verdade. Diana propõe algo que claramente é ridículo e não tem JEITO que ela vai conseguir se safar com essa ideia tola.
Mas ela não somente escapa, como sobrevoa toda a minha estupidez e pré-conceito, me esbofeteando com enredo, personagens e tanta complexidade bem-vinda que fiquei sem chão. Virei uma madrugada lendo, mas deixei a leitura sentindo que vivi nove anos em uma noite. Dois dias depois e sinto como se tivesse vivido um outro ano em 48h, apenas tentando entender como pode fazer isso comigo. Como teve coragem de me lembrar, com um belo tapa metafórico, o porquê de ela ser minha autora favorita.
Como leitora, acho DWJ é incrível. Como escritora, ela é uma verdadeira inspiração.
Seu maior dom reside em fazer as acrobacias mais complexas com personagens e enredos de uma forma tão clara e simples que você se sente meio idiota por não ter percebido tudo antes. Não se sinta. Esse é o poder de um verdadeiro mestre.
Que livro!