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    A lógica da vida -

    Donald Stewart Jr.

    Instituto Liberal
    1999
    36 páginas
    1h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.8
    4 avaliações
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    O comportamento humano é um ato de vontade. Por ser um ato volitivo escolhemos e adotamos o tipo de comportamento que nos parece ser, nas circunstâncias, o mais conveniente. Todas as formas de comportamento são, em princípio, passíveis de ser escolhidas e adotadas. Convém, preliminarmente, esclarecer que devemos entender comportamento humano como uma forma de ação que tem condições de ser adotada; uma forma de ação cuja implementação esteja ao nosso alcance. Portanto, apenas escolhemos, entre as formas de comportamento possível, aquele que nos parece ser o mais adequado. Obviamente, de nada nos adiantaria escolher um comportamento impossível. Seria uma contradição. Convém também não confundir comportamento com desejo: comportamento é uma forma de ação que só depende de nós; desejo é algo que, para ser realizado, depende não só de nosso comportamento, mas também de circunstâncias exógenas. Ganhar na loteria é um desejo; comprar um bilhete é um comportamento. Entre os diversos comportamentos possíveis, existem alguns que provocam conseqüências que nos são desagradáveis, embora num primeiro e mais rápido juízo possam ter-nos parecido um caminho mais curto e menos penoso para a consecução do objetivo pretendido. Assim sendo, na medida em que sejamos capazes de identificar essas conseqüências desagradáveis como decorrentes do comportamento adotado, ou seja, na medida em que tenhamos consciência das relações de causa e efeito, reduzimos o espectro de nossas escolhas, pela exclusão daquelas ações cujas conseqüências desejamos evitar. As primeiras grandes limitações ao exercício de nossa vontade na escolha do comportamento que iremos adotar nos são determinadas pelas leis naturais. Sabemos todos que não devemos sair andando pela janela ou colocar a mão no fogo para apanhar um objeto, embora essa pudesse ser a nossa melhor opção, não fossem as bem conhecidas e desagradáveis conseqüências que as leis físicas e fisiológicas impõem ao nosso comportamento. Mais importante ainda que as limitações impostas pelas leis naturais, e de conseqüências bem mais severas, são as limitações impostas pelas leis praxeológicas, ou seja, pelas leis do comportamento humano. Praxeologia (praxis ação + logia ciência) foi a denominação dada por Ludwig von Mises à ciência da ação humana na sua ópera magna Ação Humana, publicada em 1949. Disponível em pdf aqui: http://minhateca.com.br/MCatanho/Documentos/Liberalismo-Filosofia-Pol*c3*adtica/A+L*c3*b3gica+da+Vida+-+Donald+Stewart+Jr,110593324.pdf

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    Donald Stewart Jr. profile picture

    Donald Stewart Jr.

    Engenheiro civil, empresário, intelectual, Donald Stewart Jr. criou o Instituto Liberal em 1983 com o apoio de um pequeno número de amigos do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Presidiu o Conselho de Mantenedores em diversos períodos. Após a criação do IL do RJ, mais sete instituições análogas foram inauguradas em seis estados e no Distrito Federal. A iniciativa da criação do nosso primeiro IL se deveu à percepção de Donald da necessidade de se divulgar no País, de maneira sistemática, o pensamento liberal, como alternativa à avassaladora presença das idéias estatizantes em nosso meio, principalmente nas escolas, na mídia e no mercado livreiro. A alternativa liberal chegou ao Donald após a leitura de Mises e Hayek, os dois austríacos que tanto fizeram em prol da liberdade individual. A iniciativa de criar o IL do RJ foi inspirada em diligência idêntica do empresário inglês Anthony Fisher, que fundou em Londres, por sugestão de Hayek, o Institute of Economic Affairs. Criado em 1955, o IEA viria a ter muita influência no governo da Sra. Thatcher. Fisher confidenciara a Hayek que desejava fazer algo pela liberdade em seu país e para tanto pensava em militar na política partidária. "Não", aconselhou-o Hayek, "a sociedade só mudará de rumo se houver mudança no campo das idéias. Primeiro você tem que se dirigir aos intelectuais, professores e escritores, com uma argumentação bem fundamentada. Será a influência deles sobre a sociedade que prevalecerá e os políticos seguirão atrás." Foi o que fez então Tony Fisher, incentivando Donald a seguir-lhe os passos. Assim surgiu o IL do RJ, com o propósito original de publicar obras de inspiração liberal em português e o objetivo complementar de divulgar o pensamento liberal por meio de palestras, seminários, pesquisas e estudos. O Instituto Liberal já publicou mais de 80 livros e uma grande quantidade de folhetos, panfletos e estudos setoriais, além da carta periódica NOTAS que se destina à análise de projetos de lei. O próprio Donald se envolveu nesse afã publicitário, a despeito do pouco tempo que lhe restava das suas atividades empresariais: traduziu para o nosso idioma as novecentas páginas do livro Ação humana, de Mises, escreveu O que é o liberalismo?, A organização da sociedade segundo uma visão liberal, o ensaio A lógica da vida, e seu último trabalho, uma tradução comentada de Intervencionismo - uma análise econômica, de Mises. O ativismo liberal de Donald no Brasil era conhecido e admirado no exterior, fato que o levou a associar-se a várias organizações de âmbito internacional, como a Mont Pèlerin Society, o CATO Institute, a Heritage Foundation, a Atlas Foundation, o Fraser Institute, o Liberty Fund e o Institute of Economic Affairs. Donald mantinha ainda relações freqüentes com instituições liberais latino-americanas na Argentina, Chile, Peru, Venezuela, México e Guatemala. Donald era apaixonado pela música popular brasileira e pelo hipismo. Foi ávido consumidor da primeira e laureado competidor na segunda atividade, tendo chegado a ser campeão brasileiro de adestramento. Ele sempre acabava conseguindo arranjar tempo para cada uma de das suas paixões, inclusive a mais importante delas, que era a sua família. Donald Stewart Jr. faleceu no Rio de Janeiro em 3 de novembro de 1999.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Donald Stewart Jr.