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    A vida imortal de Henrietta Lacks -

    Rebecca Skloot

    Companhia das Letras
    2011
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-10: 8535918159
    Português Brasileiro
    4.4
    644 avaliações
    Leram931Lendo124Querem1223Relendo1Abandonos19Resenhas54
    Favoritos100Desejados1223Avaliaram644

    Seu nome de batismo era Loretta Pleasant, e ninguém sabe como se tornou Henrietta. Ela era descendente de escravos e nasceu em 1920, numa fazenda de tabaco no interior da Virgínia. Aos 21 anos, emigrou com o marido, David, seu primo em primeiro grau, para os subúrbios da região de Baltimore. Aos trinta anos, mãe de cinco filhos, Henrietta descobriu que tinha câncer. Em poucos meses, um pequeno tumor no colo do útero se espalhou por seu corpo. Ela perdeu rapidamente o vigor, convertendo-se num “espécime miserável”, nas palavras impiedosas do prontuário médico do Hospital Johns Hopkins, onde se tratava e onde veio a falecer, em 1951. No Johns Hopkins, uma amostra do colo do útero de Henrietta havia sido extraída sem o seu conhecimento, e fornecida à equipe de George Gey, chefe de pesquisa de cultura de tecidos naquela instituição. Gey demonstrou que as células cancerígenas desse tecido possuíam uma característica até então inédita: mesmo fora do corpo de Henrietta, multiplicavam-se num curto intervalo, tornando-se virtualmente imortais num meio de cultura adequado. Por causa disso, as células HeLa, batizadas com as iniciais da involuntária doadora, logo começaram a ser utilizadas nas mais variadas pesquisas em universidades e centros de tecnologia, nos Estados Unidos e no exterior. O surgimento de uma bilionária indústria de medicamentos sintéticos e as fabulosas cifras atualmente envolvidas em pesquisa genética devem-se em grande medida à comercialização das células de Henrietta. A vacina contra a poliomielite e contra o vírus HPV, vários medicamentos para o tratamento de câncer, de aids e do mal de Parkinson, por exemplo, foram obtidos com a linhagem HeLa. Apesar disso, os responsáveis jamais deram informações adequadas à família da doadora e tampouco ofereceram qualquer compensação moral ou financeira pela massiva utilização das células. Rebecca Skloot tenta reverter esse quadro, compondo um comovente relato da vida e da morte da mulher negra e humilde cujo trágico e precoce desaparecimento mudou a história da medicina. Por meio do estreito contato mantido com filhos, netos e o viúvo de Henrietta durante a pesquisa para o livro, a autora discute com muita lucidez as delicadas e complexas questões éticas e raciais envolvidas na história.

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    Resenhas (54)Ver mais
    Miguel Luís  picture
    Miguel Luís 03/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Henrietta Lacks possuí uma das histórias mais assustadoras e fascinantes do século XX. Americana negra que morreu em agonia de câncer em uma enfermaria de hospital destinada a “pessoas de cor” em 1951. Suas células, retiradas sem seu consentimento (ou mesmo conhecimento) durante uma biópsia, mudaram a história médica, sendo usadas até hoje e em todo o mundo para o desenvolvimento de inúmeros medicamentos. A escritora-investigativa Rebecca Skloot mostra nos relatos desse livro corporificar a pessoa humana atrás do nome que por muito tempo foi apenas uma referência para a origem de lâminas com material genético. Através de entrevistas com filhos, netos e o viúvo de Henrietta, a autora discute as complexas questões éticas envolvidas, como por exemplo até que ponto o bem de uma maioria deve se sobrepor a do indivíduo.

    21 curtidas

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    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
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    Rebecca Lee Skloot

    Escreve sobre ciência e medicina, tendo publicado artigos em veículos como <i>The New York Times Magazine</i>, <i>Discover</i> e <i>O: The Oprah Magazine</i>. Foi correspondente na NPR's Radiolab e na PBS's Nova ScienceNOW. Lecionou escrita científica e de não ficção nas universidades de Nova York, Memphis e Pittsburgh. <i>A vida imortal de Henrietta Lacks</i> (2010), seu primeiro livro, tornou-se best-seller imediato nos Estados Unidos, recebeu inúmeros prêmios e está sendo traduzido para mais de vinte línguas. Foi adaptado para a televisão pela HBO, com produção de Oprah Winfrey e Alan Ball.

    4 Livros
    8 Seguidores
    Illinois, EUA

    Rebecca Lee Skloot