“Eu o vi pela primeira vez no funeral” — essa é frase com que “A Ring of Endless Light”, de Madeleine L’Engle, começa.
Não é difícil se sentir intrigado já de cara. Achava que o livro ia ser um clichezinho sobre golfinhos e o negócio começa em um enterro?
Assim como a Vicky, que sentiu que gostava daquela figura misteriosa antes mesmo de saber quem era, eu me senti atraída pelo livro já por essa primeira frase.
Vicky Austin e sua família estão passando o verão na ilha Seven Bay, para passar um tempo com seu avô, que está muito doente. Durante o tempo que passa lá, ela acaba conhecendo três diferentes garotos: Leo (que está tendo o pior verão da sua vida), Zachary (com quem eu nunca entraria num carro) e Adam (o menino que ama dar estrelinhas e ficar de ponta cabeça).
Sobre os golfinhos só tenho uma coisa a dizer: amo todos eles. Quem me conhece sabe que eu amo golfinhos, então acho que esse livro foi escrito justamente pra mim.
Esse é o primeiro livro que li da L’Engle, mas já me apaixonei pela escrita dela — o livro às vezes é meio poesia e meio prosa, ultrapassando as linhas que separam os dois. Ela tem um jeito de descrever emoções que faz você dizer “é exatamente isso!”, como se ela, pela primeira vez, tivesse colocado em palavras o que você nunca conseguiu.
O livro tem essa metáfora do “anel de luz infinita” que acaba voltando e sendo repetida diversas vezes ao longo da narrativa, de diferentes formas, o que faz do título o título perfeito pro livro. A “deslumbrante escuridão” também está bem presente (o livro tem seus vários pontos tristes), tanto na própria vida da Vicky quanto nas vidas das pessoas ao seu redor.
Se você gosta de conversas filosóficas, poesia, e livros que se passam em cidade de praia, “A Ring of Endless Light” foi escrito pra você também.