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    Muitas Peles -

    Luiz Bras

    Terracota
    2011
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-13: 9788562370267
    Português Brasileiro
    4.3
    21 avaliações
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    Este pequeno volume reúne um bom número de provocações, delírios, reflexões, insights e anseios divulgados com fervor na coluna Ruído Branco do jornal Rascunho. O assunto da maioria dos textos aqui reunidos é a literatura contemporânea. O tempo das escolas literárias muito bem definidas — romantismo, realismo, simbolismo, modernismo etc. — parece ser mesmo coisa do passado. A literatura contemporânea é composta de muitas vozes, muitos olhares, muitas peles, que não se deixam reunir pacificamente em certas doutrinas ou em certos grupos muito bem definidos. Essa multiplicidade pode ser conferida facilmente nas livrarias, nas bibliotecas, nos eventos literários espalhados pelo país. E a crítica contemporânea? O tempo das escolas analíticas — de expressão estruturalista, sociológica, psicanalítica, pós-modernista etc. — também é coisa do passado? Tudo indica que sim. Hoje, a multiplicidade de enfoques e ferramentas analíticas indica que também a crítica é composta de muitas vozes, muitos olhares, muitas peles. É preciso refletir sobre o presente, usando as ferramentas do presente. A crítica literária de agora evita basear-se no modelo clássico, aristotélico, de enquadramento em normas rígidas. Para das chance a interpretações inauditas, ela prefere ir em busca da geometria não euclidiana, da física não newtoniana, da razão não kantiana, da epistemologia não cartesiana. As provocações, os delírios, as reflexões, os insights e os anseios deste nanolivro reafirmam essa convicção.

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    Nelson Luiz Garcia de Oliveira

    Nelson Luiz Garcia de Oliveira, mais conhecido como Nelson de Oliveira ou, ainda, Luiz Bras (Guaíra, 1966), é um escritor brasileiro. Possui o título de doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), e publicou, dentre outros títulos, Naquela época tínhamos um gato (1998), Treze (1999), Subsolo infinito (2000), O filho do crucificado (2001) e A maldição do macho (2002). Organizou duas antologias de contos da geração 90: Manuscritos de computador (2001) e Os transgressores (2003). Tem textos (contos e críticas) publicados nas revistas Cult e Livro Aberto (SP), Medusa (PR) e Bravo, e nos jornais Correio Braziliense, O Globo e Suplemento Literário de Minas Gerais, Rascunho (jornal literário) e Folha de S.Paulo. Em 2012, adotou o pseudônimo Luiz Bras para assinar obras de ficção.

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    São Paulo, Brasil

    Nelson Luiz Garcia de Oliveira