Educação Física no Brasil - A história que não se conta

    Lino Castellani Filho

    PAPIRUS
    1994
    225 páginas
    7h 30m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Apoiada numa concepção histórico-crítica da educação, esta obra procura dar indícios de uma prática transformadora da Educação Física no Brasil. Com depoimentos e relatos de fatos muito significativos, Lino Castellani Filho procura, a todo momento, resgatar a criticidade, tantas vezes ausente nesta área do conhecimento humano. Inspirando-se em Adam Schaff, o autor não vê a história como verdade absoluta, definitivamente acabada, mas como processo sujeito a constantes reinterpretações.

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    Tatá Arouck D. M. Farrielo picture
    Tatá Arouck D. M. Farrielo15/04/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Muito bom!

    O Lino é incrível, porque consegue mostrar a trajetória do Brasil dos anos 30 até o fim dos anos 80, através das lentes da Educação Física e como ela se consolida por aqui. Contextualizando os momentos políticos com o desenvolvimento da área, o autor nos enriquece com diversas informações do que a Educação Física significou no Brasil. Há entrevistas extremamente ricas com atores daqueles momentos tão cruciais para a Educação Física, além de uma análise que escancara o que ela significou na época da ditadura militar. Nota-se também, o caráter neopositivista determinante em sua constituição, além de uma suposta neutralidade, que, na realidade, só serviu para alimentar o Status Quo. Esse caráter neopositivista tenta descaracterizar o que é a movimentação do corpo, como deixa claro o autor. A ideia biologizante, reduzindo o homem apenas em seu aspecto biológico, ou então, da psico-pedagogização, que coloca apenas a preocupação técnico-profissionalizante em voga, ambas com um bloqueio ao desenvolvimento de uma educação física crítica, permeiam as dificuldades enfrentadas pelos profissionais que visualizam a problemática da educação física não como um fim em si, mas como algo além: um movimento cultural, antropológico, uma concepção histórico-crítica sobre o homem e a cultura a partir de uma consciência corporal. E é isso que Lino deixa claro no final de sua obra: compreender que não é possível separar o corpo da consciência. "A consciência corporal do homem é a sua compreensão a respeito dos signos tatuados em seu corpo pelos aspectos sócio-culturais de momentos históricos determinados". Este livro é uma obra-prima!

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