O exército de um homem só -

    Moacyr Scliar

    Expressão e Cultura
    1974
    180 páginas
    6h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Com O Exército de Um Homem Só, Moacyr Scliar confirma que é um escritor de verdade, com imaginação, muita vivência, talento e anos de trabalho em uma obra cujos primeiros títulos correspondem às melhores esperanças. Neste livro, dominado pela chagalliana magia que encantou os muitos leitores de sua novela de estréia (A Guerra no Bom Fim), Moacyr Scliar mergulha no sonho, lança-se em novas e audaciosas viagens e comprova definitivamente sua capacidade de dizer muito em poucas, precisas e brilhantes palavras. Visionário de uma nova sociedade, o Capitão Birobidjan é o personagem central desta história, estruturada em cortes no tempo, num maravilhoso fluxo e refluxo narrativo tocado por um amargo humor que chega por vezes às raias da ferocidade. Com sua utopia, sua magia, suas alucinações, o Capitão Birobidjan e seus companheiros estão destinados a ser protagonistas de um novo sucesso.

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    Clio09/06/2014Resenhou um livro
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    "Em paredes de banheiro, nas folhas que o outono leva ao chão, em livros de História, seremos a memória dos dias que virão, se é que eles virão..." Certo, vamos admitir uma coisa, quem tem mais de trinta anos, provavelmente pegou esse livro já (e talvez só) cantarolando a música. Se Humberto Gessinger escreveu um dos clássicos do rock nacional inspirado nesse livro, verdadeiramente não importa. Pois, a obra não precisa disso para matar a pau um dos mitos da história nacional. Se você não sabe do que estou falando, é melhor correr atrás de um livro de história e tentar procurar alguma coisa sobre colônias anarquistas no sul do Brasil. Ou não. Você pode simplesmente ler o livro e se deliciar com a típica cultura brazuca que (com o perdão da expressão) fode com tudo pretensamente sério - não por ser debochada, mas justamente por ser pé-no-chão. O Exército de um Homem Só conta a história de um pseudo-ativista do anarco-comunismo no Brasil. Tudo na verdade começa sério e pesado, como talvez Germinal de Zola, ou qualquer outro clássico do mesmo tema. E assim, sem nunca divulgar o que realmente pretende, o autor vai impiedosamente dilacerando cada um dos passos do nosso "herói". Não há lirismo aqui, não há pampa pobre ou continentes e arquipélagos, temos apenas a exposição nua e crua que tem mais a ver com a realidade e certas figuras atuais do que se pode imaginar.

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