Recebi este livro há menos de uma semana, e algo no título já me atravessou de imediato. Comecei a leitura com curiosidade, principalmente pelo título, mas logo percebi que havia ali mais do que uma simples narrativa. Cada página, cada palavra era sentida e reverberava profundamente.
Conforme a leitura foi fluindo, conforme as páginas foram sendo lidas, eu fui tomado por uma sensação difícil de explicar. Difícil mesmo! Fiquei inquieto, parava, voltava, respirava, continuava.
Quando eu terminei a leitura, confesso que o coração ficou apertado e, ao mesmo tempo, cheio. Ansioso. Feliz. Não sei descrever bem. Confesso que passarei alguns dias em um processo de autorreflexão, de digestão, até. Amei a forma como “O relato de Nanna” ficou em mim. De verdade.
Aos poucos, sei que entenderei o que senti. Sei que é um processo. Cada livro deixa uma marca diferente. Eu sou bem eclético, leio de tudo, fantasias, ficções, porém, nem todos reverberaram como esse reverberou. E sei que essa leitura ecoará durante muito tempo. Emocionante. Essa é a descrição.
Não consigo dizer muito sem estragar a experiência de quem ainda vai ler. Por isso tive dificuldade para resenhar esse livro no Skoob (aplicativo literário). Mas posso dizer que é um livro que toca fundo. Faz a gente olhar para a própria vida com mais cuidado. Faz pensar na rotina, nos vínculos, nas escolhas e, principalmente, na forma como nos tratamos em silêncio. Penso que, talvez, a pergunta que mais ficou comigo seja simples, mas inquietante: como tenho lidado comigo mesmo?
Se puderem, leiam “O relato de Nanna”, pois, certamente, será uma história que não passará, muito pelo contrário, ela permanecerá.