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    Segredos -

    Konstantínos Kaváfis

    Edições Nephelibata
    2010
    36 páginas
    1h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
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    Plaqueta em papel pólen bold, 36págs. Formato 12x16cm. Edição bilíngüe: grego/português. Konstantinos P. Kaváfis (1863-1933): Segredos (Κρυμμένα) de Poemas ocultos (1968). "A presente edição traz uma seleção dos chamados “poemas inéditos” de Konstantinos Kaváfis (1863–1933), publicados pela primeira vez em 1968 e atualmente conhecidos como “poemas ocultos”, pois que foram “ocultados” pelo poeta no seu arquivo ou se achavam ocultos entre os papéis de amigos e parentes. Cuidadosamente catalogados pelo poeta, esses poemas diferem dos chamados “canônicos” pela sua escolha de não publicá-los; muitos trazem a nota “não para publicação, mas pode ficar aqui” em grego ou inglês, e em algumas variações. Em suma, são poemas que não foram publicados (como os “poemas canônicos”), e tampouco foram renegados (como os “poemas rejeitados”). Os versos aqui selecionados são em sua maioria sensuais, à exceção talvez de “Segredos”, poema que dá título a essa amostra dos escritos velados de Kaváfis, outrora guardados e esquecidos, pelo próprio poeta, como em mausoléus..." [Miguel Sulis].

    Resenhas (1)Ver mais
    Eduardo picture
    Eduardo23/03/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    esperava mais dessa primeira leitura de kaváfis, poeta grego. há uma possível explicação, que está na pequena introdução do livro: esses "segredos" são 13 poemas sensuais que kaváfis não renegou mas que também não selecionou para publicaçao enquanto vivia. Algo como "não para publicação, mas pode ficar aqui", diz-se na introduçao. A tradução foi feita direta do grego por três tradutores, mas como se trata de uma pequena editora (edições nephelibata, de florianópolis. Lembrou-me a extinta Noa Noa, se bem que esta fazia edições bem mais sofisticadas.) fica a dúvida quanto à qualidade da tradução. Achei que são poemas muito simples, beirando o óbvio às vezes. Um que se pode destacar, que é mui bonito, chama-se "E toquei e deitei em seus leitos". Posto ele aqui: E TOQUEI E DEITEI EM SEUS LEITOS "Quando entrei na casa do prazer, não fiquei na sala onde comemoram com alguma ordem amores reconhecidos. Fui aos quartos ocultos e toquei e deitei em seus leitos. Fui aos quartos ocultos que os tem por vergonhosos e para os apontar. Mas não vergonha para mim - pois então que poeta e que artista seria? Melhor se fosse um asceta. Estaria mais de acordo muito mais de acordo com minha poesia; do que me deleitar na sala tão banal." Curioso como perpassa pelo poema uma ideia que justamente vai contra o que eu disse: contra a poesia banal, muito simples, que beira o óbvio. tomara mesmo que a poesia de kaváfis, os outros poemas, seja estes dos ocultos quartos, e não como "amores reconhecidos", sem surpresa. Este livreto (plaqueta, segundo a editora) é bom, mas nada fantástico. E continuo curioso para ler mais kaváfis, os poemas principais, especialmente se forem aqueles "poemas" com tradução do josé p. paes (acho que saiu pela ed. josé olympio) - "Segredos". Edições Nephelibata. Tradução de M. Sulis, M. Jolkesky e A.Nicolacópulos. 2010.

    2 curtidas

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    (Alexandria, 29 de abril de 1863 — Alexandria, 29 de abril de 1933) foi um poeta grego. Por vezes, seu nome aparece creditado como Constantine P. Cavafy ou também como Konstandinos Kavafis em Portugal. Em sua poesia, 154 poemas reelaborados durante a vida inteira, unia citações eruditas à fala cotidiana. Kaváfis era um cético e questionava a Cristandade, o patriotismo e a heterossexualidade. Kaváfis era homossexual. A sua relação mais conhecida foi com Alexander Singopoulos. Publicou 154 poemas e cerca de mais uma dúzia permaneceram incompletos ou no esboço.

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