Heart on a Chain (Único) -

    Cindy C Bennett

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    2010
    322 páginas
    10h 44m
    ISBN-10: 1456492411

    Kate tem 17 anos e tem vivido toda a sua vida na pobreza extrema, com um pai alcoólatra e uma mãe viciada em medicamentos, que abusa gravemente de Kate. Na escola, suas roupas de segunda mão são como uma marca de alvo. Sua recusa em se defender à torna o alvo de ridicularização e intimidação de seus colegas. Isto é, até o retorno de Henry. Henry Jamison afastou-se há seis anos, quando ele e Kate tinham começado a desenvolver sentimentos um pelo outro. Ele retorna para encontrar a menina, engraçada, extrovertida brilhante que tinha conhecido agora timidamente escondida nos cantos, sem falar com ninguém ao seu redor, desconfiando mesmo dele. Kate não consegue descobrir qual jogo que Henry está tentando com ela. O que o grandioso garoto de seu passado poderia querer com ela? Kate finalmente decide confiar nas intenções de Henry, abrindo seu coração para ele. Justamente quando parece que ela pode ser verdadeira em sua amizade, uma tragédia acontece, ameaçando tudo em que Kate tem trabalhado para vencer. Henry pode ajudá-la a superar essa nova devastação, ou separá-los para sempre?

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    Tícia 03/05/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Eu poderia começar essa resenha de três formas: 1) Disseminando meu emputecimento pelos pais da mocinha (que morram); 2) Descrevendo imagens hipotéticas e variadas de mim quebrando os dentes de cada filho da puta (também conhecidos como alunos) da escola de Kate; 3) Refletindo sobre o péssimo gosto musical do meu vizinho cujo desgraçado repertório serviu como pano de fundo para a minha leitura durante 48 intermináveis horas. Mas estou otimista que uma caganeira de três dias o acometerá nas próximas horas. Mas, não. Vou começar dizendo que meu emocional foi pro caralho. Sério mesmo. Foi foda ler isso. Muito foda. Ler/ver/ouvir covardia não rola comigo, não tenho estrutura. Um botão é apertado e eu começo a enxergar vermelho. E eu enxergando vermelho só dá merda. E a choração com decibéis de britadeira? Juro que dessa vez sou despejada do prédio. Que livro triste, meu Deus. Há muito tempo não me deparava com uma mocinha que tenha sofrido tanto. O negócio vinha de todo lado, porra: violência física e moral, em casa, na escola. A garota não tinha ninguém por ela. Passava fome. Apanhava. Era humilhada, dia após dia. Puta que pariu. Que morra geral. Mundo de merda. Que vá tudo pro diabo que o carregue. Bosta. Mas uma coisa boa tinha que acontecer, né? Porra. Surge Henry, um amigo de infância que havia se mudado, mas volta depois de alguns anos. É com ele que as coisas começam a melhorar e não vou falar mais nada porque senão perde a graça. No entanto, sabe o que foi pior? A princípio eu fiquei matutando se a autora não exagerara na tragédia, mas pensando bem, coisas assim acontecem muito por aí. E essa conclusão me massacra porque tanta barbaridade não se limita à ficção. Sofrível também foi comparar Kate e eu: enquanto ela possuía uma imensa capacidade de perdoar e esquecer, eu desejei ardentemente que todos morressem bem morrido, pra ter certeza de que estavam indo diretamente pro inferno por todo o sempre. :/ O livro é lindo, embora trágico, e eu sofri uma sofrida oscilação emocional lendo. Não é uma história que privilegie o romance e, por isso, alguns podem não gostar. Mas, acredite, vale à pena. Além do que, Henry é fofo, do tipo que entrou na minha lista de hominhos perfeitos que a humanidade nunca viu. Super recomendo, mas já aviso: se tem tendência à britadeira, engole o choro. Ou morde um travesseiro. Sei lá. ; ) Curte nozes lá na página: https://www.facebook.com/livrosfalacaoeetc/

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