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    A nova califórnia e outros contos -

    Lima Barreto

    Revan
    1993
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 8571060509
    Português Brasileiro
    3.8
    114 avaliações
    Leram212Lendo14Querem138Relendo1Abandonos9Resenhas9
    Favoritos3Desejados138Avaliaram114

    A Extrema Atualidade de Lima Barreto Chega a ser Constrangedora se Levarmos em Conta a Incrivel Semelhanca Entre Seus Personagens e os Diferentes Tipos Humanos que Compoe Ontem, Hoje e Sempre, o Povo Brasileiro.

    Edições (3)

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    Resenhas (9)Ver mais
    Larissa Campos picture
    Larissa Campos30/05/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Essa coletânea reúne 17 contos de Lima Barreto, entre eles, os dois mais famosos do autor: A nova Califórnia e O homem que sabia javanês. Minha experiência com os contos foi boa, porém esperava algo a mais. Nenhum dos contos é ruim e todos trazem aspectos da escrita de Lima Barreto que fazem dele um dos autores favoritos. Porém, mesmo não tendo desgostado de nenhum conto, foram poucos os que mexeram comigo de forma mais intensa. Os dois contos mencionados acima, talvez pela expectativa, acabaram sendo um pouco decepcionantes (ainda que sejam bons). Dentre os meus favoritos estão: - O Pecado, no qual São Pedro estranha a chegada de uma alma no céu. - O único assassinato de Cazuza, em que dois amigos refletem sobre a violência. - Como o "Homem" chegou. Esse último, a princípio, não havia funcionado muito bem para mim. Acredito que a razão para isso foi a escrita em si, já que foi a primeira vez que tive dificuldade real em ler algo do autor. Contudo, foi impossível não relembrar do conto alguns dias depois da leitura. Na estória, um policial, na expectativa de que receber algum tipo de favorecimento, concorda em ceder um favor e vai até Manaus, buscar um homem tido como louco. Na viagem de retorno, o homem é mantido o tempo todo no "camburão", sem água ou comida. E, ao chegar ao Rio, o homem estava morto. Gostaria de poder dizer que qualquer semelhança com a realidade é apenas consciência. Porém, não seria verdade. Lima Barreto denuncia em suas obras vários dos problemas sociais que observava em seu entorno, no início do século XX. Infelizmente, mais de um século depois, tais problemas continuam latentes no Brasil.

    4 curtidas

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    3.8 / 114
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas1%
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    Afonso Henriques de Lima Barreto

    Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros. Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1ª a 4ª série. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Afonso Henriques de Lima Barreto