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    Discurso de um sonho e outros poemas (Coleção Literatura em minha casa #V. I) -

    Álvares de Azevedo

    Martins Fontes
    2003
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-10: 8533617984
    Português Brasileiro
    3.5
    57 avaliações
    Leram122Lendo8Querem29Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados29Avaliaram57

    Você encontra poesia em qualquer canto do nosso país, nas feiras do Nordeste, nas favelas do Rio, no meio da Floresta Amazônica. Ela pode vir em livros caprichados, ou nos livrinhos pobremente impressos da literatura de cordel ou gravada em discos como as letras de nossas músicas, muitas delas verdadeiras obras-primas.

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    Karla Palloma picture
    Karla Palloma31/03/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um livro com poesias clássicas do barroco ao pré-modernismo.

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    Avaliações

    3.5 / 57
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas44%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas2%
    Manuel Antônio Álvares de Azevedo  profile picture

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo

    Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999). Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética. É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira. Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento. Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

    66 Livros
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    São Paulo, Brasil

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo