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    Vidas Paralelas - Primeiro Volume

    Plutarco

    Paumape
    1991
    381 páginas
    12h 42m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    8 avaliações
    Leram20Lendo5Querem242Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados242Avaliaram8

    A admiração que as Vidas Paralelas suscitaram em grandes poetas e teatrólogos, bem como os motivos de inspiração que os conduziram, testemunham a fama quase mística e a perene vitalidade da mais ilustre obra de Plutarco. Mediante o confronto das vidas de célebres personagens gregos e romanos, segundo a tradição retórica, o autor penetra na alma de seus heróis para descobrir-lhes, através da ação, a natureza e as qualidades morais. As Vidas Paralelas, portanto, não só constituem a mais ampla coletânea de fatos que nos chegaram da antiguidade clássica, como também assumem particular valor pela nobreza de seu substrato ético e pela exigência da verdade absoluta a que aspiram. "Não estou escrevendo a História, mas narrando vidas", diz Plutarco na introdução de seu Alexandre, explicando ao mesmo tempo por que ignora fatos de extrema importância, negligencia a cronologia, não submete a severa análise suas fontes. Ao escritor e ao moralista, mais do que os feitos famosos e as grandes batalhas, interessam o detalhe, o dito gracioso, o traço de espírito que revelam o homem em sua essência. Assim, essas biografias têm um caráter exemplar, e como tais se impõem à atenção do leitor moderno, porque se exemplo moral, mesmo associado a um mundo único, aparece vivo e presente na seriedade de seus propósitos e no vigor de seu ensinamento.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Myllena Lima picture
    Myllena Lima14/04/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Literalmente… estava narrando vidas.

    O autor dá uma visão dos personagens, ajustando-se à sua vida e relações sociais, em vez da enumeração detalhada de seus eventos históricos. O que era o meu esperado. Surpreendente.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 8
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas38%
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    Lúcio Méstrio Plutarco  profile picture

    Lúcio Méstrio Plutarco

    Plutarco (em grego clássico: Πλούταρχος; transl.: Ploútarkhos, IPA: [plŭːtarkʰos]) ou Lúcio Méstrio Plutarco (em latim: Lucius Mestrius Plutarchus[nota 1] (em grego, Λούκιος Μέστριος Πλούταρχος), ca. 46 d.C. – 120 d.C., foi um historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo médio platônico grego, conhecido principalmente por suas obras Vidas Paralelas e Morália. Pertencente a uma família proeminente, nasceu em Queroneia, na Beócia, a cerca de 30 quilômetros a leste de Delfos. Viajou pela Ásia e pelo Egito, viveu algum tempo em Roma e foi sacerdote de Apolo em Delfos em 95. O seu enorme prestígio valeu-lhe a obtenção de direitos de cidadão em Delfos, Atenas e mesmo em Roma (Mestrius Plutarchus). Estudou matemática e filosofia na Academia de Atenas sob Amônio de Atenas de 66 a 67. Após concluir sua educação, visitou o Egito. A "sabedoria dos egípcios" sempre fascinou os gregos e, neste período, Alexandria, com sua famosa biblioteca, era um importante centro da atividade intelectual grega. O evento mais importante de sua vida, é sem dúvida quando viajou para a Itália e para Roma, onde aprendeu um pouco de latim. Em Roma, pesquisou sobre antiguidades e lecionou filosofia e outros assuntos. Muitas dessas aulas foram depois refeitas por ele em vários pequenos tratados, sobre vários assuntos sob o título de Morália. Em algum momento, Plutarco assumiu cidadania romana. Como evidenciado por seu novo nome, Lúcio Méstrio Plutarco, o seu patrocinador para a cidadania era Lúcio Méstrio Floro, um cônsul romano de quem Plutarco também usou como uma fonte histórica para seu escrito A vida de Oto. Plutarco morreu entre os anos 119 e 120[6] em Delfos. Há uma reconstituição da biografia de Plutarco a partir de seus escritos na Introdução do volume: Plutarco. "Da Malícia de Heródoto" (edição bilíngue). Estudo, tradução e notas de Maria Aparecida de Oliveira Silva. São Paulo: Edusp/Fapesp, 2013. Além de suas funções como sacerdote do Templo de Delfos, Plutarco também foi um magistrado em Queroneia e representou sua pátria em várias missões em países estrangeiros. Plutarco ocupava o cargo de arconte em seu município natal, provavelmente, apenas um projeto anual que, provavelmente, serviu mais de uma vez. Ele ocupou-se com todos os pequenos assuntos da cidade e realizava até as mais humildes tarefas. Os primeiros trabalhos biográficos escritos por Plutarco eram as vidas dos imperadores romanos, de Augusto a Vitélio. Destas, restaram apenas as Vidas de Galba e Otão. Das obras A Vida de Tibério e A Vida de Nero existem apenas fragmentos, fornecidos por Damáscio (A Vida de Tibério, cf. em sua obra Vida de Isidoro) e pelo próprio Plutarco (Vida de Nero, cf. Galba 2.1), respectivamente. Estes primeiras biografias dos imperadores foram provavelmente publicadas sob a Dinastia dos Flávios, ou durante o reinado de Nerva (r. 96–98).

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