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    Ensaios céticos -

    Bertrand Russell

    L&PM
    2008
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788525417220
    Português Brasileiro
    4.3
    174 avaliações
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    Bertrand Russell sempre se considerou um cético. Ao mesmo tempo, nunca duvidou que a vida humana pudesse ser transformada com o uso da razão. Os dois pontos de vista não coexistem com facilidade. Entre os antigos gregos, o ceticismo foi um caminho para a tranqüilidade interna, não um programa de mudança social. No início da era moderna, Montaigne ressuscitou o ceticismo para justificar seu afastamento da vida pública. Para Russell esse distanciamento era impensável. Descendente de uma nobre família Whig – seu avô, o lorde John Russell, introduziu o Grande Ato da Reforma que colocou a Inglaterra no caminho da democracia, em 1832 –, também era neto de John Stuart Mill. A reforma estava em seu sangue. Então, era natural que tentasse mostrar – para si e para os outros – que o ceticismo e a crença na possibilidade de progresso não precisavam estar em desacordo. O resultado é este volume, uma coletânea de alguns dos mais bonitos e interessantes ensaios escritos da língua inglesa, nos quais tenta mostrar que a dúvida cética pode mudar o mundo. Em Ensaios céticos, Russell argumenta que devemos estar preparados para reconhecer a incerteza de nossas crenças. Quando especialistas em determinado campo não concordam, nos diz ele, a opinião contrária não está certa; quando não estão de acordo, nenhuma opinião está certa; e quando dizem que as bases são insuficientes para qualquer opinião assertiva, é melhor suspender o julgamento. Essas máximas são excelentes, porém o hábito da reserva intelectual que elas personificam está longe da paixão demonstrada por Russell no seu papel de reformador. Um cético em sua teoria do conhecimento, ele tinha uma abordagem ingênua e crédula das questões humanas. Quando seus instintos reformistas surgiram, ele abraçou as esperanças políticas convencionais e os esquemas de sua época com fervor missionário rigoroso. RESENHA “Essas proposições podem parecer moderadas; no entanto, se aceitas, revolucionariam de modo absoluto a vida humana.” Com essas palavras Bertrand Russell introduz este livro verdadeiramente ousado. Para ele – que foi, junto a Sartre, o maior filósofo do século XX –, não era uma contradição se declarar cético e ao mesmo tempo acreditar que a razão pudesse transformar a vida humana. O resultado é esta coletânea de ensaios, a maioria dos quais escritos nos anos 1920, sobre assuntos que continuam no furacão das polêmicas: o perigo das guerras doutrinárias, a busca pela felicidade, a questão liberdade versus autoridade na educação, entre outros. Neste conjunto de textos que o filósofo John Gray afirma serem “alguns dos mais bonitos e interessantes ensaios escritos da língua inglesa”, Russell aponta uma luz no fim do túnel: a inteligência como único remédio capaz de sanar as doenças de que o mundo sofre.

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    Lucélio Câmara picture
    Lucélio Câmara20/05/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essaios Céticos

    Eu conheci a escrita desse autor lendo "A Conquista da Felicidade" e adorei. Após ler "Ensaios Céticos", descobri que ele ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Neste livro específico, ele é bastante questionado e nos faz refletir. Ele aborda os seguintes temas: sonhos e fatos, a ciência é supersticiosa?, pode o homem ser racional?, a filosofia no século XX, etc. Gostei de saber que ele é simpatizante da psicanálise e da psicologia e declarou ser agnóstico.

    14 curtidas

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    Bertrand Arthur William Russell profile picture

    Bertrand Arthur William Russell

    Bertrand Arthur William Russell, 3º Conde Russell (Ravenscroft, País de Gales, 18 de Maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de Fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX. Político liberal, activista e um popularizador da filosofia. Inúmeras pessoas respeitaram Russell como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa. Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, tendo morrido em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o seu poder drenado em duas guerras vitoriosas mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico influente das armas nucleares e da guerra estadunidense no Vietnã. Era inquieto. Recebeu o Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento".

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    Monmouthshire, País de Gales

    Bertrand Arthur William Russell