Confesso que quando recebi o livro não tinha a menor vontade de ler, mas sabe aquilo de não julgue o livro pela capa? Pois bem, depois de um ou dois dias abandonado na minha escrivaninha, resolvi dá uma chance ao pseudo-autoajuda. E eis uma grata surpresa.
Em conversa franca e aberta sobre psicologia, filosofia e autoconhecimento, Gustavo Bearzi desenvolve um dialogo sobre temas que você já sabe, mas nunca pensou a respeito. É muito gostoso de ler e só no final você percebe as pílulas de cultura inútil* que você adquiriu ao longo do livro. É viciante. Instigante.
O livro começa falando de conhecimento pessoal, filosofia e um pouco de psicanálise. E a medida que a leitura evolui você começa a desconstruir paradigmas, que até o momento pareciam bem sólidos. Fé, relacionamentos, inercia pessoal e mudanças tomam uma nova posição em seu pensar.
‘Não somos nossa mente; vivemos por meio dela’ essa citação de L. Ron Hubbard, para mim, resume o que o livro quer passar. Além de ‘Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses.’, de Tales de Mileto que Bearzi usa como norte do livro e sugere que também usemos como nosso Norte.
Nesse momento começam os pontos – para mim – negativos. Em alguns momentos tenho a impressão que o autor tenta nos impor alguns conceitos que na minha cabeça não funcionam muito bem. E, como em tudo que discutimos, cabe um pouco de bom senso para avaliar esses pontos e torna-lo relevante ou não a você.
EU acredito muito em acaso e coincidências, e por uma grata surpresa o livro trás assuntos recorrentes a mim ultimamente por causa da faculdade – psicologia e filosofia - e de mudanças bem pessoais em minha vida. Vale muito a pena ler, mas comece sem preconceitos e um toque de curiosidade clínica. Ou nada feito.
* Nada que lhe acrescente conhecimento é inútil, lê-se por ‘cultura inútil’ informações que você não usa normalmente e que em uma conversa de barzinho lhe rende muitos comentários.
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