O autor faz uma descrição sucinta, porém carregada de emoção. Longe da imparcialidade típica do jornalismo esportivo (típica?!) ele busca entender o lado do torcedor, os sentimentos que um clube de massa provoca no povo. Busca relatar o que acontecia nos gramados e também nos bastidores políticos, e assim traça o perfil de um clube popular que não só resistiu por décadas a fio a grandes dificuldades, como teve seus momentos de glória e se tornou um dos grandes clubes esportivos do Centro-Oeste brasileiro.
Para o futebol goiano, que pouco preserva sua memória, é um rico legado de uma bonita história que não pode ser esquecida. A história do Vila se confunde com a história da cidade que recebeu aqueles operários da Vila Nova, a invasão operária de onde brotou esperança de dias melhores carregadas no vermelho de luta da maior expressão popular do povo: o futebol.