A Mulher no Corpo de Xamã - O feminino na religião e na medicina

    Barbara Tedlock

    Rocco
    2008
    350 páginas
    11h 40m
    ISBN-13: 9788532523846
    Português Brasileiro

    O que é exatamente xamanismo? Quando e como a sua prática surgiu? Como ela sobreviveu? Qual o papel do xamanismo hoje no mundo? Existem mulheres xamãs? Barbara Tedlock, ela própria uma iniciada no xamanismo e antropóloga norte-americana, chama para si a missão de responder a tais perguntas e a cumpre com eficiência neste seu mais recente livro. Principalmente, como ela diz, chegou o momento de resgatar a mulher no copo do xamã? As versões oficiais sempre defenderam o conceito de xamã como um feiticeiro, ou seja, o papel era destinado exclusivamente aos homens. Aqui ficamos sabendo que a mulher costumava desempenhar, sim, essa função, e frequentemente com mais relevância. Histórias, entrevistas, achados arqueológicos, pesquisas de campo efetuadas pela própria autora em diversos países, inclusive no Brasil, surgem na obra para apoiar a tese de Barbara. A mulher no corpo de xamã é um texto rico também por trazer relatos da experiência pessoal da autora em sua iniciação xamanista, nas montanhas da Guatemala. A questão lingüística da tradução e os pressupostos machistas em relação ao papel social da mulher sempre ofuscaram a história das mulheres xamãs. Na Austrália, por exemplo, o termo nativo para xamã, putari, foi traduzido como médico feiticeiro e pensava-se que se referia a um homem idoso com poderes especiais, usualmente maléficos. Só nas últimas duas décadas pesquisadores descobriram que as mulheres também eram putari. Assim como os homens, elas podiam ser herboristas e curandeiras tradicionais com poderes xamânicos. O xamanismo é a tradição de cura mais antiga ainda em pratica. Sua origem remonta ao norte da Ásia, há mais de 40 mil anos, sendo que o termo xamã provém da língua evenki, da Sibéria, e significa aquele que sabe. O xamanismo consiste na prática da cura e na sensibilidade religiosa, havendo similaridades entre as idéias e atividades xamânicas em culturas muitos distantes, como as da Sibéria, da bacia amazônica e do sudeste asiático.A revalorização do xamanismo é um movimento recente, iniciado no final dos anos 80. Após séculos de preconceito e até repressão, finalmente a civilização ocidental está encarando seriamente a cultura xamã. Para Barbara Tedlock, estamos no início de um movimento espiritual mundial, em que as mulheres e os homens treinados em diversas tradições xamanistas insistem em seu direito de praticar abertamente antigos rituais religiosos, assim como uma medicina complementar e alternativa para que mantenham um equilíbrio saudável com o mundo ao seu redor? . Barbara dedica um capítulo especial à experiência de cura pelas ervas, incluindo-se aí as plantas psicoativas, as chamadas ervas viajantes. Existem mais de duzentas plantas que os xamãs usam em todo o mundo para alterar a consciência, comunicar-se com o mundo natural e espiritual, obter inspiração, conhecer futuro e passado, realizar purificação e cura.São muitas as histórias que tornam este A mulher no corpo de xamã um livro fascinante mesmo para quem nunca se interessou pelo assunto. História, psicologia, religião, ciência, medicina alternativa, todos esses itens se reúnem para tornar o livro uma reflexão sobre as possibilidades atuais para a humanidade estabelecer uma melhor relação consigo mesma e com o planeta.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Paloma  picture
    Paloma 29/04/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Não acabei de ler

    Eu tava lendo e parei perto da página 100. Estava sem tempo e interesse pra leitura alguma. Mas prendia um pouco. Com riqueza em conteúdo, o tema se exalta, principalmente para pessoas adeptas do xamanismo, como eu. Pretendo ler depois, já que está ao meu alcance...

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 11
    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas9%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas9%