Bernard de Mandeville nasceu na Holanda onde estudou medicina, fico famoso ou infame, no entanto ao escrever esse tratado sobre economia e sociedade. O texto é composto de duas partes, um poema, 'A Colmeia que Resmunga' e uma extensa análise do poema, na qual o autor expõe suas ideias.
O poema é uma fábula sobre uma colmeia, apresentada como cheia de vícios, mesmo assim, o conjunto é "um paraíso". Na sociedade dessas abelhas, os piores trapaceiros eram aqueles que mais reclamavam da desonestidade que tanto assolava sua sociedade. Em certo tempo, Júpiter, o deus das abelhas, livrou a colmeia de todos os vícios, mas os resultados foram catastróficos, pois as abelhas virtuosas não eram mais levadas a competir umas com as outras e como resultado, sua produção entrou em colapso e a sociedade outrora florescente foi destruída, deixando poucas abelhas restantes.
Na análise do poema, como se já não tivesse ficado claro na fábula, Mandeville, expande seus temas para sociedade humana, assim, desafiando algumas das ideias mais consagradas relativas à moralidade social e à ética religiosa, qual seja, que a conduta humana deve renunciar ao interesse próprio, especialmente quando se trata de aquisição material, e em vez disso concentrar-se no sacrifício orientado para os outros em prol dos semelhantes.
Na obra, o autor afirma o contrário, que o interesse egoísta do indivíduo desempenha uma função social, assim, se orgulho é um vício, se não existisse, não haveria indústria da moda, pois os indivíduos não teriam motivação para comprar roupas novas e caras com as quais impressionar seus pares. Se o orgulho fosse erradicado amanhã, o resultado deixaria centenas de empresas falidas, provocaria desemprego em massa, por sua vez, devastando tanto a segurança econômica quanto, o poder militar do estado, que dela resulta. É essa a base do argumento oferecido aqui.