🤓✊🏾 Publicada originalmente em 1988, a obra condensa mais de 20 anos de pesquisa do autor.
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📚 Clóvis Moura propõe entender o racismo para além de lógicas individualistas e essencialistas. Ou seja, não reduzindo-o a uma mera patologia da pessoa que o reproduz, tampouco vendo o racismo como um mero resquício da escravidão (visão muito popular à época), nem raça como uma categoria a-histórica.
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📚 Por conta disso, utilizando o método histórico-dialético, Moura consegue analisar o período colonial de forma singular e o consequente desenvolvimento de um capitalismo dependente no Brasil após o que ele nomeia de escravismo tardio.
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📚 Num primeiro momento, Clóvis Moura tece suas críticas a conceitos das ciências sociais que bloqueiam o entendimento da questão racial em sua totalidade e que nada propõe quanto à mudanças radicais e práticas sociais revolucionárias. Nesse sentido, Moura diz que a própria sociologia do negro, quando submetida ao método dessa sociologia “neutra”, mesmo quando produzida por pessoas negras, é branca, pois mostra-se insuficiente em expor o racismo em sua completude e propor soluções verdadeiramente efetivas. Essa “sociologia enlatada” com uma “pseudo-imparcialidade” não tem práxis.
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📚 Moura, ao tratar a questão racial, propõe colocar as pessoas escravizadas no centro da análise. A história do Brasil vira, nesse sentido, a história da luta e resistência das pessoas racializadas. Isso porque, penso eu, para o marxismo, a luta de classes é o motor da história, portanto para Moura, que é marxista, devemos analisar a história do povo negro a partir de sua quilombagem (isto é, suas insurgências contra o sistema colonial), diferente do que faz a história dita “oficial” — que, não a toa, é controlada pela classe dominante.
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[para ler a resenha completa, passa lá no meu insta literário (@muitacoisaescrita). link direto pra postagem: https://www.instagram.com/p/CGnDR5iDwuD/?igshid=1r39lyyk9p03o]