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    Cursed City - Onde as almas não têm valor (www.editora.estronho.com.br)

    Alliah, Jota Marques, Tânia Souza, Chico Pascoal, Ana Cristina Rodrigues, André Bozzetto Jr., Carolina Mancini, Marcelo Amado, Verônica Freitas, Cirilo S. Lemos

    Estronho
    2011
    244 páginas
    8h 8m
    ISBN-13: 9788564590021
    Português Brasileiro
    4
    33 avaliações
    Leram43Lendo1Querem72Relendo0Abandonos2Resenhas7
    Favoritos4Desejados72Avaliaram33

    Cursed City é uma velha cidade do oeste, que como outra qualquer, convive com os mais diversos problemas, como arruaceiros perturbando a ordem, pistoleiros cruéis, prostituição, jogatina e todo tipo de bandido em fuga para o México. Também é alvo constante de ataques por parte de uma das tribos indígenas mais perigosas de todos os EUA, os Apaches, que sob o comando do chefe Cochise, vez por outra, resolve saquear a cidade. Mas a população de Cursed City preferia conviver com tudo isso ao mesmo tempo e em todos os dias da semana, do que passar pelas provações dais quais são submetidos em certa noites, que trazem em seu manto surpresas extremamente desagradáveis. Nessas noites, até mesmo os mais valentes homens e os mais terríveis assassinos se escondem em seus buracos imundos, esperando a morte chegar. Nem mesmo o próprio diabo se permite passear sozinho por aquele pedaço de terra amaldiçoado. As mais terríveis criaturas que a noite, e o inferno podem oferecer, visitam constantemente Cursed City e fazem até os mais cruéis pistoleiros mijarem em suas calças, como criancinhas indefesas. O medo habita em cada uma das casas da cidade. Não há padre que resista e nem xerife que permaneça vivo por muito tempo. Cursed City é a sala de espera do inferno e quem entra, raramente consegue sair. Quem mora na cidade, se tentar fugir, é castigado com um destino muito pior do que a própria morte. Até mesmo os Apaches, conhecedores dos segredos espirituais não escapam da maldição que assola a região. Eventualmente, perdem alguns de seus mais bravos homens, ao retornar de Cursed City para seus lares. Vampiros, lobisomens, demônios, espectros, criaturas que talvez nunca ouvimos falar antes... ... e autores prontos para contar essas terríveis histórias sobre Cursed City e seus mistérios malditos. Com organização de M. D. Amado, O Estronho traz até você o medo empoeirado do velho oeste misturado ao sangue das crianças e mulheres, ao suor e medo dos homens mais corajosos e ao bafo podre das criaturas mais sórdidas e brutais, vindas do inferno. Mais informações em www.estronho.com.br/cursed

    Resenhas (7)Ver mais
    Adriana Cabral picture
    Adriana Cabral10/05/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Este livro foi um presente de uma amiga querida. Amiga que conhecia minha expectativa diante de temas que tanto aprecio: faroeste e terror. E grandes expectativas podem levar a grandes decepções. Não digo que este querido presente tenha sido uma grande decepção, mas ficou aquém das minhas expectativas, de fato. Mesmo porque não sou crítica literária e minhas opiniões são apenas... minhas opiniões! O livro é lindo, de muito bom gosto quanto à escolha das imagens e é ecologicamente correto (impresso em papel reciclado). Sobre a edição, os contos apresentam alguns erros de português, com exceção de Sombras (Marcel Breton), principalmente vírgulas, problemas com "este" e "esse", concordâncias temporal e verbal, palavras "comidas", etc... O mais recorrente são as vírgulas muito fora de lugar, separando sujeito de verbo e outras mais, que quebram a fluidez na leitura e que eu, particularmente, tenho problemas. Sobre o tema, a princípio considerei a ideia fantástica, muito criativa, mas conforme avançava na leitura comecei a achar tudo meio cansativo, muito repetitivo e sem originalidade. Claro, os autores não tinham como saber o que cada um estava escrevendo, mas ainda assim, creio que como a maioria focou no "lugar comum", acabou deixando a leitura cansativa. E imagino que isso seja um problema de coletâneas com temas pré-definidos e eu, como não tinha experiência alguma com uma obra assim, realmente não sabia o que esperar. Uma dica: não leia tudo de uma vez. Leia dois ou três contos por semana, talvez, intercalando com outras leituras. Creio que isso tirará o teor "cansativo". Dos vinte contos, posso dizer que a maioria é mediana, não está mal escrita, logo, não digo que são contos ruins quanto à forma. Porém, o conteúdo de alguns deixa a desejar. Por isso, fiz uma média ponderada da nota de cada conto, dando as 3 estrelas para o livro como um todo (média de 3,4 na verdade). Apenas um conto levou 1 estrela (Sally), pois apesar de não estar mal escrito, não gostei da simplicidade e o desfecho deixou muito a desejar, permanecendo uma lacuna, sendo um tanto inverossímil. Na verdade, me decepcionei com este conto, porque o começo estava muito bacana e o final descambou. Dois contos levaram 2 estrelas, nove contos levaram 3 estrelas, quatro contos levaram 4 estrelas e quatro contos levaram 5 estrelas. Mas é sobre as histórias de 4 e 5 estrelas que quero falar. E aqui insiro alguns poucos spoilers que, na minha opinião, não entregam a trama, mas ainda assim podem ser considerados spoilers. Contos de 4 estrelas: ** Demônios da Escuridão - Tânia Souza ** Sou uma grande fã do estilo da autora. Li este conto umas 5 ou 6 vezes e apesar de saber que a Tânia consegue fazer melhor, tenho um carinho muito especial por ele. É um conto de terror. Mas é triste, melancólico... O foco não está nas presenças sobrenaturais, mas sim em sentimentos muito naturais e humanos. Este conto é, sem sombra de dúvidas, um dos meus grandes favoritos, junto com o do Alfer Medeiros e André Bozzetto Jr. Não dou nota 5 porque além de saber que a autora consegue fazer melhor, uma parte ficou meio perdida no conto, achei meio desconexa e desnecessária, que foi a companhia inusitada que a personagem principal encontrou no beco. ** As desventuras do pequeno Roy - Jota Marques ** A história deste conto foge um pouco aos padrões dos demais, por isso merece as 4 estrelas. Conto cujo personagem principal é o pequeno Roy, o autor resgatou a inocência da infância, dos Cowboys x Índios e toda uma época que fez parte da nossa História até bem pouco tempo atrás. O terror é inserido de maneira leve, mas como o foco é a criança protagonista, creio que está na medida certa. ** Ainda dói? - Davi M. Gonzales ** Conto de apenas quatro páginas (o menor da coletânea), muito bom, de fato! Original, narra um paciente numa cadeira de dentista. O dentista, como de costume, fala sem parar, contando seus "causos". O desfecho é divertido e inesperado. ** Só o dinheiro dos mortos - Yvis Tomazini ** Adorei este conto. A narrativa flui muito bem, de maneira descontraída, leve e divertida. Ele levaria 5 estrelas não fosse pelo desfecho um tanto previsível e um pouco "corrido". Mas é um conto muito bom! Pretendo conhecer outras histórias do autor. Contos de 5 estrelas: ** O gigante, a curandeira e a lutadora de Kung-fu - Alfer Medeiros ** Conto irreverente, com muita propriedade o autor misturou terror com humor e o resultado foi excelente. A história é original, possui muitas referências (prestem bastante atenção, leitores!) que enriquecem sua escrita e geram boas gargalhadas! Com certeza um dos meus contos favoritos! ** A balada do Coyote - André Bozzetto Jr. ** A princípio você pensa que a ideia deste conto é simples. Uma família arruinada em dívidas. Cobranças, vinganças, um justiceiro... Mas a história é muito bem narrada, o elemento sobrenatural muito bem colocado (para quem conhece o autor, acho que não será surpresa, para o deleite dos fãs!) e a questão das músicas foi uma grande sacada! Adorei ser surpreendida pela explicação das canções. E o desfecho, creio que foi o melhor, pois além do terror, havia um outro problema - talvez maior ainda que o sobrenatural - envolvendo aquela família. Gostei demais também por ser fora do núcleo "saloon do Billy Monstrengo". Perfeito! Meu grande favorito junto ao do Alfer Medeiros. ** Duas Lendas - Chico Pascoal ** Talvez o melhor conto do livro, muito bem escrito, original e que também foge do "lugar comum" proposto nesta coletânea. No entanto, apesar de reconhecer a excelência deste conto, ele não me é tão querido quanto os dois anteriores e não sei explicar o porquê. Mas ainda assim, repito: é, provavelmente, o melhor conto do livro. ** Sombras - Marcel Breton ** Ideia muito boa, o autor utilizou muito bem a proposta da coletânea, fugiu da mesmice e criou uma história aterrorizante. Descrições muito bem utilizadas e neste conto temos um diferencial: a história é narrada em primeira pessoa pelo apache Hodoken. Aqui o personagem foi melhor utilizado. Além disso, é o único que não possui nenhum erro de português (ou a história me prendeu suficientemente bem para que não os notasse!). Enfim, recomendo a leitura de maneira descompromissada e sem pressa, saboreando conto a conto, com intervalos entre um e outro. Fazendo assim, com certeza a obra será melhor aproveitada!

    11 curtidas

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    4 / 33
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Alliah

    Alliah/Vic é escritor, artista visual e gosta de assombrar máquinas com uma alcateia de glitches sencientes.

    17 Livros
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    Rio de Janeiro, Brasil

    Alliah