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    Poemas -

    Seamus Heaney

    Companhia das Letras
    1998
    342 páginas
    11h 24m
    ISBN-13: 9788571647916
    Português Brasileiro
    4.1
    19 avaliações
    Leram26Lendo2Querem63Relendo1Abandonos0Resenhas3
    Favoritos1Desejados63Avaliaram19

    Edição bilíngue de uma antologia com mais de 150 poemas selecionados pelo próprio autor, Prêmio Nobel de Literatura em 1995. Introdução e notas explicativas de José Antônio Arantes. Não é difícil perceber que a fonte primeira da poesia de Seamus Heaney – Prêmio Nobel de Literatura em 1995 – deriva do sentimento de reciprocidade para com a natureza e a comunidade humana que nela trabalha. Longe, porém, de se restringir a uma esfera puramente introspectiva, o poeta combina o lirismo de suas reminiscências a um sentido profundo de responsabilidade individual diante dos dilemas coletivos. A história de violências da Irlanda do Norte, que se acirrou nos anos 70 com episódios terríveis, exigiria de Heaney imagens e símbolos adequados àquela realidade, adicionando à sua poesia uma complexidade histórica, política e humanista. A edição brasileira, bilíngue, reproduz na íntegra a antologia New selected poems (1966-87), preparada pelo próprio Heaney; são mais de 150 poemas traduzidos por José Antônio Arantes, responsável também por uma valiosa introdução e várias notas explicativas no fim do volume.

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    Luana P. picture
    Luana P.02/03/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Seamus Heaney é considerado por muitos o maior poeta irlandês desde William Butler Yeats, ele foi vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1995, a Academia declarou que seu trabalho é “de beleza lírica e profundidade ética, que exalta os milagres do cotidiano e do passado vivo”, e nenhuma outra declaração poderia ser mais assertiva, o trabalho de Heaney me encanta exatamente pelo lirismo singelo, seus poemas carregam muitas das suas memórias da infância e abraçam muitos dilemas coletivos, principalmente no que tange à Irlanda do Norte. O meu livro preferido de Heaney é "Death of a naturalist" (de 1966), pois considero que neste é onde sua visão tão próxima da natureza e a poesia do sentimento familiar estão mais presentes. Heaney desperta em mim essa sensação de estar novamente ligada as lembranças da minha infância, do olhar ingênuo para o mundo; é capaz de trazer de volta o sentimento por pessoas queridas que não estão mais presentes, mas que preencheram abraços infantis. O poeta remete não somente ao passado individual, mas cultural, nos lembrando de outros pés que caminharam pelo solo de sua pátria (e nos fazendo refletir pela nossa). Gostei bastante dessa edição da Companhia das Letras que li este mês, é uma edição bilíngüe, reproduz na íntegra a antologia New selected poems (1966-87), preparada pelo próprio Heaney; são mais de 150 poemas traduzidos por José Antônio Arantes, responsável também por uma valiosa introdução e várias notas explicativas no fim do volume que são de grande ajuda na compreensão da obra. Para citar alguns dos meus poemas preferidos: Digging/Cavar; Blackberry-picking/Colheita de amoras-pretas; Mid-term break/Interrupção letiva (tão triste! Sobre a morte do irmão); Strange Fruit/Fruto estranho; Station Island/Ilha das estações (uma saga dantesca).

    1 curtida

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    4.1 / 19
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    • 1 estrelas0%
    Seamus Heaney profile picture

    Seamus Heaney

    Nasceu em 1939, em Derry, Irlanda do Norte, de família agricultora. Em 1961 formou-se em língua e literatura inglesas na Queen's University, instituição na qual começaria a lecionar cinco anos mais tarde. O impulso para escrever poesia manifestou-se apenas aos 23 anos, com o incentivo do crítico e então professor Philip Hobsbaum. A atividade poética não tirou seu gosto pela educação: em 1984, tornou-se professor de retórica e oratória em Harvard e, em 1988, passou a dar aula de poesia na Universidade de Harvard. Em 1995 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

    21 Livros
    4 Seguidores
    Ulster, Irlanda do Norte

    Seamus Heaney