Uma ode a morte
Em uma pequena cidade a grande maioria de seus moradores eram pessoas mais velhas quase não havendo pessoas jovens, e o que movimentava a cidade e animava as pessoas era quando havia algum enterro pois se tinha todo um ritual para a ocasião pois o coveiro abria a cova, a florista fazia a mais linda coroa de flores, as mulheres lavavam seus vestidos pretos para poder usa-los e muitos outros hábitos. E o morador mais velho que não morria se sentia mal por estar a tanto tempo na terra e não ir fazer a passagem para o outro lado. Depois de passado um bom tempo vieram as modernidades, pessoas jovens se mudando da cidade, construção de prédios e não se tinha mais o hábito de se preparar ou se animar para um funeral, essa era uma tradição do passado de tempos antigos onde as pessoas pensavam de outra maneira. O único resquício desses tempos antigos ficou a cargo de 4 irmãos de idosos que moravam numa fazenda longe da cidade e queriam passar pelos ritos fúnebres pois um irmão era padre, o outro irmão era coveiro, o outro irmão fazia a mortalha e a irmã fazia os arranjos de flores. E assim vamos sabendo mais da vida e o dia a dia dos irmãos. Não conhecia essa autora e esse foi o primeiro conto dela que tive contato e simplesmente amei, a história te prende e é quase uma celebração e ode aos momentos finais de uma pessoa e não precisa ser visto como algo ruim e sim algo belo ou simplesmente uma coisa que faz parte da vida e que todos nós iremos passar. Ouvi esse audiobook no spotify no podcat leitura de ouvido que simplesmente é sensacional.
