Pasárgada
Essa obra possui um significado para minha vida universitária: foi a primeira obra que tratamos em Sociologia Jurídica que, após a aula, eu me peguei pensando que realmente tinha curtido a temática e que gostaria de fazer a leitura na íntegra. Então eu fiz. Utilizei a mesma como objeto principal para desenvolver um projeto de pesquisa. Nada mais é do que resultado de uma pesquisa empírica realizada por Boaventura em uma favela do Rio de Janeiro, que recebe o pseudônimo de Pasárgada (dizem que foi no Jacarezinho, mas não sei se procede kkkk). Ele não analisa a pesquisa como um todo, mas reflete sobre os dados coletados em teorias relatadas em outras obras. A realidade é que ele vai tratar sobre a questão da constituição interna do espaço retórico e sua relação com outros campos sociais. O que seria esse espaço retórico? Nada mais do que o campo de argumentação conferido pelo direito analisado. Assim, para saber a expansão, esse espaço é constituído de duas variáveis: o grau de institucionalização e o grau de coerção (do direito em análise). Caso essas variáveis se alterem, o resultado se altera também. Em suma, todos os argumentos viáveis são aceitos em Pasárgada, enquanto o direito estatal fica preso nas leis, na jurisprudência, etc. Além de ser um discurso que os cidadãos compreendem e conseguem acompanhar, visto que está livre do famoso "juridiquês". Então, o principal intuito da obra é reconhecer as diferenças existentes entre as resoluções de conflitos no direito moderno e em pasárgada. É uma leitura leve, mas é viável ir com um breve conhecimento sobre o tema e o livro para que a experiência seja boa como a minha.

