O Estruturalismo -

    Jean Piaget

    Difel
    2003
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8574320560
    Português Brasileiro

    "Tem-se dito, frequentemente, que é difícil caracterizar o estruturalismo, pois ele se revestiu de formas por demais variadas para que possam apresentar um denominador comum, e as estruturas invocadas adquiriram significações cada vez mais diferentes. Comparando os diversos sentidos que o estruturalismo tomou nas ciências contemporâneas e nas discussões correntes, cada vez mais em moda, parece possível, entretanto, tentar-se uma síntese, mas sob a condição expressa de distinguir os dois problemas, sempre ligados de fato ainda que independentes de direito, ou seja, o do ideal positivo que recobre a noção de estrutura nas conquistas ou esperanças das diversas variedades de estruturalismo, e o das intenções críticas que acompanharam o nascimento e desenvolvimento de cada uma delas, em oposição com as tendências reinantes nas diferentes disciplinas." Se a história do estruturalismo científico já é longa, a lição a se tirar desse livro é que ele não poderia se tratar de uma doutrina ou de uma filosofia, sem o que teria sido bem depressa ultrapassado, mas essencialmente de um método com tudo o que esse termo implica de tecnicidade, obrigações, honestidade intelectual e progresso nas sucessivas aproximações.

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    Lucio Rangel Ortiz14/07/2015Resenhou um livro
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    As estruturas como sistemas

    O livro “Estruturalismo” de Jean Piaget aborda o referido conteúdo como sistema de transformações que comporta leis enquanto sistema, que se opõe às propriedades dos elementos, mas que conserva e enriquece as transformações, ou seja, que compreende caracteres da totalidade, transformações e autorregulação. As estruturas matemáticas e lógicas têm noção de grupo, estruturas mães, estruturas lógicas e limites vicariantes da formalização, devido as razões lógicas e não lógicas, própria da natureza de modelos estruturais diretamente da álgebra geral. As estruturas físicas e biológicas se dividem em estruturas físicas e causalidade e estruturas orgânicas, que se constitui em medir fenômenos de estruturas pertencentes à natureza, verificando-se recurso das noções de aceleração massa, trabalho, energia, em função de preservas princípios de conservação em coerência, seja sistema relacional da igualdade de reação e reação. Na parte da estrutura biológica, verificam-se ações sensório-motoras e operações de identidade e mecanismos inerentes à causalidade física objetiva, que pode se submeter hipótese de verificação psicobiológica. As estruturas psicológicas se dividem em estruturalismo em psicologia na teoria de Gestalt, estrutura e gênese da inteligência, estruturas e funções. Orienta-se, inicialmente, nas raízes psicogenéticas e biológicas da psicologia do pensamento que se estende até a inteligência adulta de estruturas lógicas de pensamentos, que se prolonga até a psicologia social. A equilibração física automática se ajusta em estruturações nas compensações opostas às perturbações exteriores, o que compõe contínua autorregulação, que é autoconstrução de transformação e formação da inteligência, que se desenvolve em estruturas lógico-matemáticas. A estrutura linguística se divide em estruturalismo sincrônico, estruturalismo transformacional entre ontogênse e filogênese, formação social, inatismo ou equilibração linguística e estruturas linguísticas e lógicas, em que se estabelece de que a língua é instituição coletiva com regras impositivas aos indivíduos, de modo coercitivo de geração em geração, o que constitui a significação. As estruturas nos estudos sociais dividem em estruturalismos globais ou metódicos e estruturalismo antropológico de Claude Lévi-Straus, nos quais se compreende a estrutura como sistema de transformações que comportam leis enquanto totalidade, que assegura autorregulação da sociedade, que conduz a conjunto e subconjuntos sociais, conforme reunião de componentes e interações transformadoras, primado do social sobre o intelecto, princípio primeiro do estruturalismo das relações concretas. Estruturalismo e filosofia se dividem em dialética e estruturalismo sem estruturas, o que se aborda questões gerais por pesquisas estruturalistas e o estruturalismo solidário de um construtivismo, de caráter dialético de desenvolvimento histórico de superar da ideia de totalidade, comum a tendência dialética, o que se utiliza do historicismo, positivismo e método analítico, além de epistemologias céticas. Conclui-se que o método do pensamento científico é de relacionamento entre dedução e experiência, interdependência e sistemas de conjunto, com coordenações interdisciplinares, em que o ser das estruturas é a estruturação do sujeito, PIS não existe estrutura sem construção seja abstrata ou genética. Enfim, o estruturalismo é um método e não doutrina, pois se limita a aplicações de conexões com outros métodos a fim de reforçar limites dos contatos de um conjunto de dados a serem integrados para resolverem problemas. A obra exige atenção e conhecimento prévio de filosofia, dialética, lógica, matemática, psicologia, física, biologia e sociologia, para o entender o estruturalismo como sistema.

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