Geisha of Gion - The Memoir of Mineko Iwasaki

    Mineko Iwasaki, Rande Brown

    Pocket Books
    2003
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: 074343059X

    As gueixas não são prostitutas. Não vendem seu corpo, mas sua arte. Esse é o principal recado que Mineko Iwasaki, a gueixa mais famosa do Japão, dá ao mundo. Sentindo-se ofendida pelo modo como seu universo foi retratado em Memórias de uma Gueixa , ela resolveu ir aos tribunais norte-americanos processar Arthur Golden, autor da história, por difamação, quebra de contrato e violação de direitos autorais. E mais - resolveu dar sua própria versão para os fatos, escrevendo como realmente vive uma gueixa. O resultado é Minha vida como gueixa - a verdadeira história de Mineko Iwasaki , escrito em parceria com a jornalista americana Rande Brown. Além do texto rico em descrições detalhadas, o livro traz várias fotos históricas do universo das gueixas. Em Minha vida como uma gueixa , Iwasaki revela desde o rigoroso treinamento das gueixas - que, no seu caso, incluiu até a sua adoção por um estabelecimento comercial, o que a tirou de sua família aos 3 anos -, até elas decidirem se aposentar. Durante sua carreira, Mineko conviveu com os homens mais ricos e poderosos do Japão e também personalidades mundiais como a rainha Elizabeth, o príncipe Charles, o diretor de cinema Elia Kazan, entre muitos outros nomes famosos que ela entreteu nas noites de Kyoto. Mais que a biografia de uma gueixa, este livro é uma verdadeira aula sobre a cultura japonesa.

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    Laura17/07/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ainda que isso seja mais um conjunto de pensamentos soltos do que uma resenha, eu não conseguiria deixar geisha of gion de lado por completo antes de comentar algumas coisas sobre a percepção que eu tive do livro, então aqui estamos nós. primeiro de tudo, acho importante começar dizendo que o meu livro favorito de toda a vida é memórias de uma gueixa, cujo autor se inspirou — para dizer o mínimo — na história da mineko. se eu me orgulho de dizer que, apesar das falhas de caráter do arthur golden, ainda gosto mais de memórias? não muito, mas é a verdade. não posso nem tentar fingir ser imparcial, e por isso mesmo a maior parte das minhas impressões sobre este livro é uma grande comparação à versão romanceada e ficcionalizada que a autora tanto criticou. geisha of gion é uma jornada interessante para dentro do mundo e da cultura das gueixas de kyoto nos anos 60-70, e sem dúvidas uma experiência muito imersiva. embora seja uma autobiografia, a narração da mineko é muito fluida e desperta, o tempo todo, a curiosidade do leitor. é como se estivéssemos tomando uma xícara de chá com ela e a ouvindo contar sobre a sua vida. também tem pequenas notas sobre a história do japão, o que também é sempre interessante. mas, em resumo, todas as virtudes que eu encontrei no livro — do qual eu gostei muito, por sinal —, eu já tinha encontrado antes, em memórias. isso não é um demérito, mesmo porque parece só comprovar as denúncias da autora; todas as histórias que ela conta, seja sobre si mesma ou sobre alguma das irmãs ou amigas mais velhas, parecem ter servido de inspiração para a jornada de uma ou outra personagem do romance de golden. o estilo narrativo, do qual falei no parágrafo anterior, grita “sayuri nitta” até nas construções de frases. acho que é por isso mesmo, e até por uma questão de pura justiça, que eu esperava gostar mais da versão da mineko. afinal, certas escolhas do autor de memórias passaram do limite da licença poética para o diretamente nocivo (vide as concepções erradas sobre mizuage geradas pelo livro e posterior adaptação para o cinema). infelizmente, mesmo, não foi o que aconteceu. talvez porque memórias esteja no meu coração há muitos anos, talvez porque eu sou uma vítima voluntária dos romances irreais, geisha of gion não me tocou do mesmo jeito que o seu equivalente fictício. expectativas frustradas e falhas de caráter à parte, ainda é é uma leitura que eu recomendo — em especial para quem gostou tanto quanto eu de memórias de uma gueixa, principalmente porque, confesso, é divertido ficar pescando semelhanças entre ambas as histórias.

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