Quando estava no ensino fundamental ainda, encontrei por acaso este livro na biblioteca da escola, mas na época ainda não tinha vontade de encarar um livro que parecia tão obscuro. Então, quando achei que já poderia lê-lo, nunca mais o encontrei. Isso até agora.
E eu estava certa, não conseguiria compreende-lo quando tinha 13 anos, e deixar para ler por agora foi uma decisão acertada, pois pude encarar as partes mais densas do livro sem me sentir constrangida.
É um romance histórico que busca retratar um dos episódios mais conturbados da história da Escócia e a luta pelo trono. Nesse contexto surge Claudine de Vouvray, filha ilegítima de Claud, duque de Guise, pai da futura segunda esposa de Jaime V, Marie Guise-Lorena. Acompanhando Marie, Claudine parte para a Escócia, onde vive diversas aventuras enquanto seu destino é entremeado a história do próprio país.
Claudine é uma personagem sofrida e ao mesmo tempo forte, que vai descobrindo aos poucos o quanto a vida é dura, em todos os sentidos. Na maior parte do tempo ela me lembrou de Moll Flandres, do livro Moll Flandres (1722) do Daniel Defoe, com a diferença que o livro de Defoe é um conto picaresco sobre a moralidade e o capitalismo, enquanto que este livro da Hill pretende apenas contar uma história sem se preocupar com questões mais profundas.
O livro contém um teor erótico muito forte e sua narrativa é razoável, mas ainda assim, é capaz de te prender em diversas partes. Como um relato histórico ele possui muita fidelidade com a história original, pelo menos no que se diz respeito aos eventos mais conhecidos, além de possuir um detalhamento da vida e de certos hábitos de Marie muito interessantes.
Resumindo, é um livro legal de se ler, porém, se você não gosta de romances “de banca” melhor nem chegar perto, um livro de história moderna seria mais recomendado para se conhecer a história da Escócia.