Aprendiz de homem de conhecimento
Lendo o livro de Amy fiquei preocupado com a possibilidade, real, do fracasso. De como o caminho é perigoso e enganoso para aqueles que não o trilham com atenção, humildade e sinceridade. Castaneda não colocou em prática o necessário, e o que ficou retratado ao final das contas é um homem fraco, bizarro, corrompido pelo poder. Faltou muito da sobriedade decantada por D. Juan e ficou apenas um ego enorme criador de uma seita fanática. Por isto aparece a importância deste livro: depois da quebra dos vidros da fantasia e da auto-ilusão, o que importa é encarar de frente o verdadeiro trilhar do mito. O herói, o guerreiro, requer uma auto-espreita interior, do buscar o melhor de si através da superação das sua próprias negatividades e das suas imperfeições. Este é o caminho cotidiano da liberdade.
