O estilo de Elizabeth Kostova ("O historiador") é prolixo, no qual a autora dedica páginas e mais páginas à descrever minúcias do universo de seus personagens: traços dos seus dia-a-dia, das suas vidas, da forma como eles enxergam o mundo. o que os torna muito humanos aos olhos do leitor, mas que também deixa a experiência de leitura muito truncada.
Na minha opinião, esse estilo da aurora é muito dependente de um bom enredo. Em "o historiador encontrarmos um enredo acima da média, onde digerimos melhor a gordura da escrita de Kostova.
Por outro lado em "Os ladrões de cisnes" encontramos um enredo bem medíocre - apesar do pano de fundo, o mundo da pintura e a influência do impressionismo ser muito interessante - onde acompanhamos um espécie de delírio onde um monte de homem cinquentão é disputado por mulheres com vinte anos de diferença a menos.O narrador Andrew, Robert Oliver e Olivier Avinot parecem personagens do José Mayer nas novelas brasileiras e do Richard Gere nos filmes americanos. Custo a acreditar que mulheres tão incríveis como Kate, Beatrice e Mary se descabelariam por esse bando de bodes velhos. A trama que transcorre no século XIX é mais desinteressante ainda que a trama no século XXI e o desfecho de ambas não me interessou, uma pena.
Engraçado que se me dissessem que esse livro é uma auto-ficção de um homem branco velho, eu acreditaria. Sorry Kostova, voce é mais talentosa que muito homem branco e velho.