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    Pequenos pedaços soltos de histórias de amor às vezes verdadeiras -

    Cristiane Lisbôa

    Fina Flor
    2002
    22 páginas
    44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    Cristiane Lisbôa

    Por ela mesma (entrevista a Marcelino Freire, 25/05/2007): "Tenho predileção por invernos, vestidos longos, tranças e canções de amor. Sei o cheiro de julho. Emociono a alma em dias de ar turvo e prefiro as hortências. Não aceito convites para jantar, adoro filmes com pedidos de casamento. Tenho alergias a muitas coisas, e a idade que sempre quis ter: 25, mas aprendi a ler e a mentir com três. Já mimeografei textos nas praças. Leio rápido, quatro livros ao mesmo tempo e misturo todas as informações. Ando descalça até em brasa. Falo sozinha o tempo todo. (...) Às vezes, acordo rindo. Não sei dirigir. Quero escrever novelas. Sou de Uruguaiana, uma cidade longe, longe, que faz fronteira com a Argentina e tem tanto fantasma que ninguém nem liga pra eles. Meu pai tem um cinema, minha irmã vai ser diretora de um banco, minha mãe tem todas as certezas. Tenho dois gatos: Hilda Hilst e Caio Fernando Abreu. (...) Já ganhei um galho que veio do Egito. Coleciono pulseiras e martelos. (...) Bebo champagne com suco de laranja. Sozinha. Na pista de dança, não me contenho e faço passos coreografados que dão dor nas costas no dia seguinte. Tenho certeza de que o bom de escrever é não ter a mínima idéia do que vem na página seguinte. Adoro a Firmina Daza, do Cem anos de solidão dizendo 'à merda o leque, que o tempo é de brisa'. Prefiro mesas com gavetas. Não faço pipocas de microondas e sinceramente, Madame Bovary c'est moi."

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Cristiane Lisbôa