Comecei a leitura com o pressuposto errado de ser um livro leve, um pressuposto total e completamente errado, mas que não tornou a leitura nada ruim. O livro é muito bom, mas tem um quê de +18. Não no sentido em que vocês acabaram de pensar gente, mas é um pouco violento e também um pouco insinuativo, mas nada tão explicito assim.
O livro é sobre um garoto chamado Oskar, ele tem 12 anos e seus pais são divorciados, para melhorar um pouco ele sofre bullying na escola, e não é qualquer zoaçãozinha não, ele aguenta cada coisa que vou te contar.
É então que aparece Eli, uma garota estranha com quem ele começa a conversar e aos poucos vai se tornando sua unica amiga de verdade.
Eu gostei muito da história, ela é narrada por vários personagens e dividido por dias, em vez de ter nome de capítulos tem o dia em que as coisas estão acontecendo com cada personagem.
Pessoalmente gostei muito de Tommy e de Eli, embora Eli narre poucos capítulos. Ao todo devem ser mais ou menos uns 7 ou 8 narradores.
Isso não deixa o livro confuso, não se preocupem.
A história é muito real, embora usando um tema tão pouco realístico.
O autor não fica fantasiando, ele mostra dor, o sofrimento, a preocupação e a felicidade como elas são mesmo, o que torna tudo extremamente realístico ao ponto de assustar um pouco ás vezes.
Resumindo: Eu adorei o livro, sempre adoro livros assim, a escrita nos prende e a história também.
É impossível não torcer para que Oskar seja feliz ou para que Tommy consiga sacanear seu futuro padastro. Outra coisa legal é que também aprendemos um pouco sobre a cultura sueca, se prestarmos atenção
É um livro que nos deixa querendo mais.
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