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    Erté -

    Roland Barthes

    Nova Fronteira
    1976
    175 páginas
    5h 50m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    Texto de Roland Barthes seguido de seleção das ´Memórias de Erté´.Texto de Roland Barthes, seguido da seleção de ´Memórias de Erté´. 1ª edição. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1976. 175p. Capa dura. Ilustrado: 76 reproduções coloridas (sobre coladas) de desenhos e pinturas do artista.Tiragem de 2.000 exemplares. Impresso na Itália, na cidade de Parma sob a direção de Franco Maria Ricci em agosto de 1976. O tipo de composição é Bodoni e o papel feito a mão foi especialmente fabricado no moinho de Pietro Miliani em Fabriano.

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    Roland Barthes

    Roland Barthes foi múltiplo. Intelectual, escritor, professor, pintor amador, não apenas transitou entre diferentes correntes do pensamento como também as forjou. Foi da crítica ideológica de inspiração marxista à semiologia dura, da teoria do texto a partir das sensações ao estudo da fotografia. Seus objetos de interesse eram inusitados: dos romances de Balzac aos tecidos de organza, do sabão em pó ao haicai. Não é à toa que sua obra influenciou — e continua a fazê-lo — a filosofia, a antropologia, os estudos literários, a linguística, a teoria da comunicação e as artes visuais e performáticas. Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão. Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.

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    Normandia, França

    Roland Barthes