Kristen Kroiter was sixteen, a high-school sophomore, when she was injured in a car accident. Dr. Ted Cogan had saved her life when he treated her in the ER six months ago--but now police detectives were questioning Cogan about her, in intimate detail. What was going on? What had she told them? That's just it, the cops said. She hadn't told them anything. She had died. Looked like a suicide. And Cogan was in a heap of trouble. Tense and twisting, Knife Music is the story of a doctor struggling to clear his name after being accused of raping and causing the suicide of a young girl. The novel pits Cogan, a forty-three-year- old surgeon and self-described womanizer, against Hank Madden, a handicapped veteran detective. From the outset it's not clear who is victim and who is victimizer, as the usually dispassionate. Madden grapples with his long- suppressed prejudices and his obsession with bringing Ted Cogan to justice at any cost. It all leads up to the most stunning surprise ending since Scott Turow's Presumed Innocent.
Knife Music -
David Carnoy
Boa leitura!
A sinopse de Knife Music diz: "O livro conta a história de um mulherengo cirurgião de 43 anos, Ted Cogan, lutando para limpar seu nome depois de ser acusado por Hank Madden, um veterano detetive responsável pelas investigações, de estuprar e causar o suicídio de uma jovem." E, para minha tristeza, é exatamente isso que acontece. Por que decepção? Porque, infelizmente, o detetive Hank Madden, cujas características pareciam tão interessantes para serem exploradas (ele é deficiente e sofreu abuso sexual durante a infância) foi mero coadjuvante na história. "Sim, Thiago. Ele foi coadjuvante porque o protagonista do livro é o Dr. Ted Cogan". Tá, eu sei que o doutor é o protagonista, mas achei que haveria um duelo entre eles. Um tentando provar que o outro estava errado e manter o suspense sobre a culpa ou inocência do acusado até o fim (tá, essa dúvida até que o autor conseguiu manter bem). O que ocorreu foi que só o doutor se defendeu, enquanto o veterano detetive somente o observava correr atrás de pistas e resolver o caso. Ele foi o acusado, o detetive e, forçando um pouco a barra, seu próprio advogado. Achei que isso acabou sobrecarregando um pouco o nosso querido protagonista. Deixando um pouco de lado os pontos negativos, uma coisa que achei interessante, mas que também me deixou confuso em alguns momentos, foram as idas e vindas no tempo. Eu gosto muito desse recurso em romances policiais. Acho que, quando bem empregado, tem muito a acrescentar ao suspense da trama. E o autor soube utilizar bem. Junto a isso, muitas vezes ele usou, ao invés de narrativas únicas e simultâneas de dois pontos de vistas diferentes, duas narrativas para contar a mesma cena, uma sob o ponto de vista do observador da ação, por exemplo, e outra sob o ponto de vista do(s) agente(s). Primeiro sempre vinha a ótica de quem possuia menos informação, o que fazia você não entender certas ações e ficar curioso para descobrir o porquê daquilo, que era respondido assim que a narrativa mudava de perspectiva. Bem legal. "Thiago, mas e as reviravoltas, cadê? Todo bom romance policial deve ter pelo menos uma." Sim. Teve reviravoltas. O mistério da culpa ou inocência completa do doutor é uma máquina de estados que varia bastante ao longo do livro, e que só é inteiramente resolvido nas últimas páginas. Boa parte desse mistério é mantido devido à existência de uma testemunha que jura de pé junto que tem certeza do que viu (não vou contar se é uma testemunha de acusação ou defesa.. vá ler o livro!), e isso contraria diversas outras provas encontradas durante a inverstigação. Resumindo... A leitura foi bem agradável. O início e o fim foram bastante empolgantes, porém, o meio deixou um pouco a desejar. A ideia do livro é boa e acho que ele atingiu minhas expectativas (tirando a minha decepção com o detetive). Não é e nem vai ser tornar um clássico da literatura policial, mas diverte. OBS: Para quem tem curiosidade de saber o que é Knife Music (título do livro), são músicas que alguns cirurgiões gostam de colocar pra tocar enquanto operam seus pacientes.
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