Surpreendente
Iniciei a leitura dos diários de Virgínia Woolf já adulta (1915 - 1919, e eu digo já adulta porque também tem os diários dela de antes de se casar) esperando encontrar as reflexões de uma grande escritora - e me deparei com relatos rápidos do seu cotidiano, das pessoas com quem ela convivia, dos lugares que ia, e por aí vai. Interessante notar que ela tinha visões políticas bem progressistas e em alguns trechos tem um infeliz racismo explícito. Claro que ela escreveu grandes reflexões linguísticas e literárias e até um tanto filosóficas, mas essas reflexões você encontra em cartas que ela trocou com outros autores e ensaios.

