Anaíd e o Deserto de Gelo é o segundo volume da trilogia A Guerra das Bruxas, tive o prazer de ler rapidamente também, pois tal como Anaíd e o Clã da Loba é uma leitura irreverente e imperdível! Se você ainda não leu a resenha de Anaíd e o Clã da Loba não esqueça de conferi-la. E poderá ler esta resenha sem preocupações ou medo de spoilers, pois mesmo sendo uma continuação, não contém spoilers! Saiba por quê:
Este livro é tão bom quanto o primeiro e isto se dá principalmente, porque, além de seguir contando as peripécias e a jornada de Anaíd, adentramos o mundo de Selene, a mãe de Anaíd. Agora conheceremos como tudo se iniciou, desde a concepção ao nascimento de Anaíd!
Anaíd e a mãe Selene são bruxas Omar ( as bruxas boazinhas), mas o que Anaíd jamais imaginou seria ter uma descendência tão complexa e desconhecida, agora ela sabe que o perigo é iminente e seus poderes estão mais aguçados do que nunca! Iniciamos o livro com toda a empolgação de Anaíd em torno de planejar e dar sua primeira festa, ela está feliz e eufórica mas não será por muito tempo...
Quando ousou se apaixonar pela primeira vez, a eleita, aquela que encerrará a guerra das bruxas, Anaíd (Diana) tem seu primeiro beijo interrompido pela fuga. Ela e sua mãe seguem para longe, e para protegê-la e as outras, sua mãe Selene, não a informa para onde irão, apenas que devem partir imediatamente. E nesse caminho à perfeição, para desenvolvimento e treinamento da eleita, Selene decide contar sua história para sua filha e se propõe a nada esconder da filha, desde que esta a ouça sem interrupções.
Somos levados pela cativante narrativa da autora, para o passado de Selene, que com dezessete anos, tem a interferência do destino e sendo assim, será a bruxa a conceber a eleita, mas o que Anaíd jamais ousou imaginar é a história que a mãe conta, sua origem, e como seu sangue Omar e Odish poderá um dia libertá-las do caos que virá a seguir. Como a narrativa se passa descrevendo a vida de Selene no deserto de gelo e a concepção e nascimento de Anaíd a história não poderia ser melhor e durante todo o tempo que passei lendo, absorvi cada palavra e cada detalhe.
A autora Maite Carranza consegue descrever tão perfeitamente com as palavras, que os flashbacks tornam a leitura extasiante, é como se estivéssemos assistindo a tudo que lemos! E não esquecendo de que, o livro é muito feminino, narrando com maestria as mulheres bruxas, onde cada clã é composto por espécies de animais: Clã da Loba, Clã da ursa, Clã das Serpentes, Clã das gralhas, dos golfinhos, etc. Mas nem por isso deixa de agradar ao público masculino, que com certeza apreciará a desenvoltura da autora, com sua magnífica inventividade!
Resenha na íntegra: http://www.viajenaleitura.com.br/2011/09/anaid-e-o-deserto-de-gelo-guerra-das.html