A recuperação moderna dos poetas metafísicos ingleses do século XVII é parte integrante do interesse novecentista pelo barroco, que fez com que se redescobrissem Góngora e Quevedo na Espanha ou Gregório de Matos no Brasil. Ao mesmo tempo cerebral e cruamente realista, erudita e coloquial, dramática e irônica, essa poesia constitui um dos pontos altos da lírica ocidental, e, em algum de seus aspectos, encontra antecedentes e sucessores entre os poetas de língua inglesa. Dois deles, Shakespeare e T. S. Eliot, abrem e fecham, respectivamente, a título de exemplo, as traduções dos metafísicos em sentido restrito - John Done, George Herbert, Richard Crashaw, Andrew Marvell e outros - que a premiada tradutora de Emily Dickinson e de Gerard Manley Hopkins, Aíla de Oliveira Gomes realizou, introduziu e anotou.
Poesia Metafísica -
Aila de Oliveira Gomes (Org.)
Companhia das Letras
1991
200 páginas
6h 40m
ISBN-10: 8571641951
Português Brasileiro
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