Barbara Cartland é uma das maiores autoras de todos os tempos de romances de banca. Uma Lady inglesa ela situa a maior parte dos seus romances na corte inglesa focando, normalmente, em uma mocinha pura e ingênua vítima de algum algoz (pais, tios, primos ou até mesmo sua falta de autoestima). Em contraparte, os mocinhos sempre são poderosos, decididos e ricos que se encantam pela pureza e personalidade das mocinhas (mesmo as chatas!).
Nesse livro temos um contexto um pouco diferente. A mocinha é uma princesa de um reino pequeno na Europa oriental chamado Aldross. Zita é a filha mais nova do grão-duque e a favorita do pai. Sua mãe tem preferência pela mais velha, Sophie, pois se identifica mais com sua personalidade. Aliás, é bom falar dos dois primeiro... O grão-duque aceitou um casamento arranjado com uma dama inglesa parente da rainha Vitória a fim de proteger seu reino de ameaças. Mas ele nunca foi apaixonado pela mulher, ele amava uma aldeã do seu reino. Já a grã-duquesa se apaixonou pelo marido e com toda a sua frieza, característica inglesa, faz o marido "pagar" por não amá-la de volta.
Sabendo disso, vemos Zita como uma companhia nas aventuras do pai que gosta de viajar pelas montanhas e levar a única filha. Lá ela sempre encontrava mulheres lindas que se desmanchavam pelo pai e descobriu desde cedo que não gostaria de ter uma vida como a da mãe, amar sem ser amada, ainda mais com sua personalidade forte herdada da avó húngara. Agora quase adulta, o reino está em polvorosa com a visita do rei de Valdistein um reino vizinho a Aldross.
Maximiliano é rei de Valdistein e está sofrendo pressão dos ministros para se casar, afinal aos 35 anos, gostando tanto de viver perigosamente e sem herdeiros, ele pode comprometer o futuro do país. Ele parte em direção aos reinos vizinhos a fim de fazer uma aliança contra a Prussia e escolher uma esposa. Chegando a sua primeira parada, ele conhece uma mocinha garçonete em uma pousada que o encanta de cara. A partir daí ele fica perdido e quando a encontra calvangando um belo garanhão, sabe que precisa tê-la para si. Mas sua inocência e a posição dele como rei podem dificultar para ficarem juntos.
Zita foi proibida pela mãe de conhecer o rei, pois sua irmã como mais velha tinha a preferência para se casar. Mas com sua rebeldia, ela foge do palácio, se disfarça de garçonete na estalagem que ele parou e conhece o rei que chama sua atenção de cara. Mais tarde eles se reencontram e ela fica chateada com as insinuações que o rei fez de que ela poderia ter um amante e que ela deveria ser dele. Chateada (drama!!!) ela parte na intenção de nunca mais encontrá-lo. Mas ela não contava com a impressão que deixou no rei que fará de tudo para ver seu amor de novo.
O livro é fofinho, te faz suspirar bem ao estilo de romances de bancas, mas como sempre falta profundidade. A história é rápida e até rasa, nos fazendo torcer pelo casal principal, mas sabendo desde o começo o final feliz. Outra coisa que me deixa meio encucada é a pureza excessiva e massiva da mocinha, beira a chatice e sempre me pergunto como homens tão poderosos se encantam com essa infantilidade, mas faz parte... Enfim, é um ótimo passatempo para o fim de semana!