O segundo volume de “Príncipe Valente na corte do Rei Artur” (Ebal, 1984) éuma boa mostra da extraordinária técnica de Harold Foster, tanto no texto quanto na narrativa gráfica. Personagens e cenários são deslumbrantes, a atenção aos detalhes torna cada uma das 96 pranchas um tesouro a ser lido e relido. Mas também é um retrato da visão simplória e até preconceituosa dos quadrinhos de jornal de 1939-40. O bem é identificado com o belo, o herói é um irretocável modelo de virtudes. Até o gigante do vale e seu exército de freaks, o personagem mais interessante da série, só é redimido quando a bondade de Val permite que ele se torne um servidor da sociedade.
(Publicado originalmente no Almanaque: http://almanaque.wordpress.com/2012/11/02/meninos-eu-li-28/)