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    Macário & Noite na Taverna -

    Álvares de Azevedo

    Editora Globo
    2006
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788525041944
    Português Brasileiro
    3.9
    1291 avaliações
    Leram2161Lendo99Querem664Relendo6Abandonos58Resenhas137
    Favoritos49Desejados664Avaliaram1291

    Esta edição de Macário e Noite na taverna, de Álvares de Azevedo, com organização, notas e posfácio de Cilaine Alves Cunha, pretende ser um marco entre as edições dessas obras. Para tal, a organizadora se utilizou da edição princeps (1855), cotejando-a com a de Homero Pires das Obras completas de Álvares de Azevedo, de 1942, vindo a estabelecer um texto mais próximo da lição original, que em geral havia se perdido nas edições de vulgarização. O extenso e precioso aparato de notas desdobra as referências onomásticas e bibliográficas dos textos, fornece esclarecimentos lingüísticos, além de indicar diferenças entre as edições utilizadas.

    Edições (8)

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    Resenhas (137)Ver mais
    Diego Real picture
    Diego Real09/06/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Uma coletânea de contos que não é

    As duas obras, Macário e Noite na Taverna parecem se encaixar bem, embora tenham dois estilos bastante diferentes. Macário parece uma peça ao estilo faustiano, enquanto Noite na Taverna é um encontro de homens contando histórias ocorridas em suas vidas, todas de fundo sombrio e amoral. É interessante vermos a perfídia dos personagens nas passagens descritas. São histórias que incomodam a gente. Ambos os títulos, reunidos neste livro, demonstram uma característica de erudição e intertextualidade, o que eu acho bem agradável, no autor. Para encerrar, o livro contém um posfácio bastante erudito.

    32 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 1291
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
    Manuel Antônio Álvares de Azevedo  profile picture

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo

    Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999). Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética. É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira. Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento. Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

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    São Paulo, Brasil

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo