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    La Petite Fadette -

    George Sand

    Gallimard
    2004
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9782070424719
    3.9
    8 avaliações
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    Favoritos0Desejados1Avaliaram8

    «Comme il marchait la tête basse et les yeux fichés en terre, il sentit quelqu'un qui lui tapait l'épaule, et se retournant il vit la petite-fille de la mère Fadet, qu'on appelait dans le pays la petite Fadette, autant pour ce que c'était son nom de famille que pour ce qu'on voulait qu'elle fût un peu sorcière aussi. Vous savez tous que le fadet ou le farfadet, qu'en d'autres endroits on appelle aussi le follet, est un lutin fort gentil, mais un peu malicieux. On appelle aussi fades les fées auxquelles, du côté de chez nous, on ne croit plus guère. Mais que cela voulût dire une petite fée, ou la femelle du lutin, chacun en la voyant s'imaginait voir le follet, tant elle était petite, maigre, ébouriffée et hardie. C'était un enfant très causeur et très moqueur, vif comme un papillon, curieux comme un rouge-gorge et noir comme un grelet.»

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    Simone Nascimento Souza picture
    Simone Nascimento Souza09/02/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    George Sand, em realidade se chamava Amantine Aurore Lucile Dupin. Uma francesa que nasceu em 1804 e faleceu em 1876 com 71 anos. Ela foi uma romancista com mais de 70 romances, mas também em sua bibliografia encontraremos novelas, contos, peças de teatros e textos políticos. Ela conviveu com personalidades da época como, Gustave Flaubert, Balzac, Victor Hugo, Eugène Delacroix e Chopin. Ela e Chopin acabaram se tornando um casal em 1838 e a relação durou 10 anos. Ela foi feminista e transgrediu várias regras do seu tempo, como por exemplo vestir-se de homem o que escandalizava a sociedade conservadora do século 19. O livro "LA PETITE FADETTE" em português "Fadinha ou A pequena fada" é um livro de formação para jovens que estão descobrindo como lidar com o amor, a inveja, o ciúme. Mas também o que é ter coragem, ser leal e sincero. Um livro que foi escrito em 1849 e que consegue emocionar aqueles que fizeram as mesmas descobertas nos anos 80 do século 20. Um livro que nos desperta revolta pelos preconceitos vividos da época (e que persistem nos tempos de hoje. Prova que a evolução anda em passos lentos). Nos desperta também a admiração pela força de caráter de certos personagens (adolescentes), de não se curvarem diante de uma sociedade hipócrita, mesmo sendo motivos de piadas de outros, que em verdade, os invejam pela força de caráter que eles mesmo não tem. Enfim, um livro simples mas que me fez viajar a 42 anos no passado e me deixou um gostinho de saudade...

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    3.9 / 8
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas63%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
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    Amandine-Aurore-Lucile Dupin

    Escritora francesa, de seu verdadeiro nome Aurore Dupin, baronesa Dudevant (1804-1876), inicia a publicação dos romances passionais Indiana e Valentine (1832) sob o pseudónimo masculino George Sand. Figura controversa da sociedade parisiense, tem uma longa ligação com Chopin e expressa as suas ideias políticas, caracterizadas por um socialismo idealista, em revistas e jornais. Uma nova fase da sua vida, passada no campo, repercute-se nos temas de François le Champi (1847-48) e La Petite Fadette (1849). Em Elle et Lui (1859), romance de cariz autobiográfico, aborda a sua ligação com Musset e inaugura uma fase memorialista (que viria a incluir Rêveries e Souvenirs, 1871-72). A sua Correspondência figura como um documento incontornável para o conhecimento do século XIX e de uma mulher de excepção. Os personagens de George Sand e suas histórias são invariavelmente repletos de ingenuidade, poesia e otimismo. Como dizia a escritora: "O romance não precisa ser necessariamente a representação da realidade."

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