Conversas sobre Jane Austen em Bagdá - A verdadeira história de uma amizade improvável

    Bee Rowlatt

    Reler Editora
    2011
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9788598650173
    Português Brasileiro

    Em janeiro de 2005, a jornalista inglesa Bee Rowlatt, da Rádio BBC, entrevistou por telefone a professora iraquiana May Witwit e pediu-lhe para falar sobre o cotidiano dos residentes em Bagdá após a invasão e ocupação do Iraque em 2003. Entre os muitos relatos de May, chamou a atenção de Bee o transtorno causado em uma simples ida ao cabeleireiro naquela cidade que constantemente sofria com cortes de energia e deixava o penteado de May com metade do cabelo ondulado e metade liso. A observação de um ato tão simples levou a repórter à conclusão de que, apesar das lutas nas ruas e das explosões que acompanhamos pelos noticiários, a vida continua. Bee e May se conheceram à distância e mantiveram por quatro anos (de 2005 a 2008) uma extensa troca de e-mails que as ajudaram a atravessar tempos difíceis. Elas superaram as diferenças de cultura, religião e idade e se tornam grandes amigas para, também juntas, assinarem Conversas sobre Jane Austen em Bagdá: A Verdadeira História de uma Amizade Improvável, que chega às livrarias brasileiras com o selo Reler Editora no ano do bicentenário de Razão e Sensibilidade (1811-2011). Entre risos, choros e granadas explodindo, Bee e May fofocam sobre os seus maridos, brincam, trocam confidências, sonhos e medos. E também traçam um plano engenhoso para ajudar May a fugir de Bagdá. Para isso, Bee colocou May em contato com o Conselho de Assistência a Refugiados Acadêmicos (CARA), que, criado em 1933, ajudou muitos acadêmicos a se tornarem ilustres personalidades, sendo dezoito deles laureados com o Prêmio Nobel.

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    Meryllim Ribeiro07/04/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Durante a pandemia...

    É um livro sobre Jane Austen? Não. As conversas não são baseadas em sua vida ou livros, ela é mencionada em alguns poucos momentos. Fiquei decepcionada quando descobri isso enquanto lia? Sim, mas fiquei encantada com toda emoção, drama, esperança e preocupação que encontrei. A história começa com o que deveria ser só uma entrevista sobre as eleições e talvez um pouco sobre a vida em Bagdá durante a guerra do Iraque, mas as trocas de e-mails constantes criam um vínculo entre as duas personagens, apresentando o início de uma amizade improvável entre uma professora universitária de Bagdá e uma jornalista londrina. "Bee, você é minha amiga; estou acostumada a abrir o meu coração com você e dizer o que me vem à cabeça. O meu e-mail foi um grito de desespero reprimido..." Fiz a primeira leitura em 2018 (acho) e reli em 2020 no início da pandemia. Achei uma leitura ideal para o momento: o isolamento, as conversas por mensagens e emails, preocupações com vidas de desconhecidos e com familiares... consegui sentir muito mais a leitura, imaginar cada cenário relatado, e claro, chorar... Com qual livro não choro? rs

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