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    The Bloody Crown of Conan -

    Robert E. Howard

    Del Rey
    2004
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-10: 0345461525
    4.8
    4 avaliações
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    In his hugely influential and tempestuous career, Robert E. Howard created the genre that came to be known as sword and sorcery–and brought to life one of fantasy’s boldest and most enduring figures: Conan the Cimmerian–reaver, slayer, barbarian, king. This lavishly illustrated volume gathers together three of Howard’s longest and most famous Conan stories–two of them printed for the first time directly from Howard’s typescript–along with a collection of the author’s previously unpublished and rarely seen outlines, notes, and drafts. Longtime fans and new readers alike will agree that The Bloody Crown of Conan merits a place of honor on every fantasy lover’s bookshelf.

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    Newton Ribeiro Rocha Júnior picture
    Newton Ribeiro Rocha Júnior10/02/2014Resenhou um livro
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    A Evolução de Conan!

    No segundo volume da coleção com todos os textos de Conan escritos pelo mestre Robert E. Howard, temos três das histórias mais longas de Conan, “The People of the Black Circle,” o romance de 75,000 palavras “The Hour of the Dragon, e “A Witch Shall Be Born.” Todas foram publicadas serialmente na revista pulp Weid Tales, entre 1934 a 1936. Depois dessas histórias de Conan, restaram apenas mais quatro histórias (que estão publicadas no volume três dessa coleção) até o suicídio de Howard em Junho de 1936 (após a morte de sua mãe, que o abalou muito). Além das três histórias, este volume traz um artigo extenso do editor da coleção, Patrice Louinet, um dos maiores especialistas em Robert E. Howard do mundo. O artigo de Patrice é fantástico e esclarecedor, traçando o desenvolvimento de Howard como escritor e a evolução dos temas que ele tratava nas histórias de Conan. Um dos argumentos mais interessantes propostos por Patrice, é as semelhanças do personagem Conan com seu autor Robert E. Howard. Suportado por ampla evidência, Patrice traça paralelos entre a vida de Conan, seus valores, suas angústias (que aparecem principalmente em suas últimas histórias) com as experiências e a personalidade de Howard. Além disso, Patrice mostra todo o processo criativo de Howard, e de como ele criou o mundo Hiboriano como uma forma de escrever romances históricos sem se preocupar ou perder muito tempo com acuidade histórica. Howard iniciou sua carreira com contos históricos épicos, mas, por gastar muito tempo na pesquisa para escrever as histórias, ele desenvolveu a Era Hiboriana, traçando propositalmente paralelos e semelhanças com as culturas antigas do nosso mundo. Assim o leitor poderia facilmente reconhecer essas culturas sem muitas explicações (o que poupava palavras dentro das restrições impostas pelas revistas pulp), e permitia Howard colocar, em um mesmo período, povos bárbaros e civilizados de diferentes eras. As três histórias desse volume dois são clássicas, e mostram um Howard muito mais maduro e confiante em seu domínio tanto da Era Hiboriana quanto de Conan. Gostei muito das histórias, principalmente do romance “Hour of the Dragon”, que mistura mito arturiano com a selvageria das histórias do cimério, com um Conan já rei, em conflito com a liberdade do seu passado de aventureiro com as responsabilidades de um rei. É uma história cheia de reviravoltas, cenas de ação, tramas diabólicas, e um Conan experiente. Seria o melhor filme do Conan de todos os tempos, se fosse transformado em filme. Felizmente, a Dark Horse Comics começou a lançar uma adaptação em 12 edições do romance “Hour of the Dragon” (os primeiros 6 volumes foram lançados em 2013 e os póximos 6 serão lançados em 2014). A organização dos textos de Howard em ordem criação e publicação foi uma grande sacada na edição desses três volumes, permitindo acompanhar a evolução da escrita e o desenvolvimento do principal tema das histórias de Conan, o conflito entre a civilização e o barbarismo, cada lado mostrando seus pontos fortes e fracos, seus paradoxos e valores, dentro de uma visão existencialista. O Conan de Howard, diferente das versões cinematográficas, se revela como um personagem que vive o presente intensamente, se afastando dos tradicionais protagonistas de fantasia que possuem um destino traçado. Conan vive de aventura em aventura, aproveitando as oportunidades que se apresentam mas dentro de uma filosofia existencialista, sem se preocupar com o passado ou com seu futuro.. Até mesmo seu caminho até se tornar o rei de Aquilônia não é através de um destino manifestado e sim uma oportunidade aproveitada pelo cimério. Essa modernidade do personagem forma parte do mito de Conan, e é a essência que mantém o personagem relevante. Mais uma leitura obrigatória para os fãs de fantasia! :) E agora vamos ao terceiro e último volume dos contos de Conan do tio Howard! :)

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    Robert Ervin Howard profile picture

    Robert Ervin Howard

    Robert Ervin Howard (22 de Janeiro de 1906 a 11 de Junho de 1936) foi um escritor dos géneros fantasia e aventura histórica. Seus contos eram publicados em revistas pulp. Nasceu em Peaster, Texas, filho do Dr. Isaac Mordecai Howard e Hester Jane Ervin Howard. Sua família morou em várias cidades o Texas sul, leste e oeste, e também no oeste de Oklahoma, antes de estabelecer-se em Cross Plains, Texas, em 1919. Começou a escrever com 9 anos (inspirado nas histórias de Harold Lamb e Talbot Mundy, publicadas na revista ""Adventures"") mas só aos 15 anos começou a escrever profissionalmente, e somente em 1924 quando cursava a academia Howard Payne em Brownwood teve uma história publicada, o conto Spear and Fang (Lança e Presa) apareceu na edição de julho de 1925 da revista Weird Tales. Muitas de suas histórias vieram a ser publicadas na Weird Tales como ("The Hyena" (A Hiena) e "The Lost Race" (A Raça perdida)) e teve sua primeira capa em 1926. Sua inspiração se deve aos contos de horror que ouvia da sua avó e da sua velha tia Mary Bohanoon, e quando criança sempre sonhava ser um bÁrbaro combatendo Roma, tornando-se assim um rebelde contra o mundo civilizado. Escreveu histórias de muitos estilos mas suas criações mais famosas são as do gênero sword and sorcery (espada e feitiçaria) - um gênero de fantasia caracterizado por sua ênfase em combates violentos e intervenções sobrenaturais (deuses, monstros, magos, etc.). Howard criou um dos personagens fantásticos mais populares de todos os tempos; o bárbaro Conan, que fez sua estréia no conto The Phoenix on the Sword em Dezembro de 1932. Para hospedar sua criação Howard inventou a Era Hiboriana, que se trata da própria Terra mas num passado pré-cataclísmico do qual a história atual não guarda lembranças. Outros personagens célebres incluem o rei Kull, o aventureiro puritano Salomão Kane,e o picto Bran Mak Morn. Criou também as guerreiras Dark Agnes de la Fere e Red Sonya de Rogatino, esta última a base para a criação da personagem Red Sonja da editora Marvel Comics. Com Conan e seus outros heróis, Howard criou o género que viria a ser conhecido como “Espada e Fantasia” (sword and sorcery) entre os anos 1920 e 1930. O seu trabalho originou uma serie de imitadores, fazendo de Howard um dos grandes influenciadores no género da fantasia, apenas rivalizando com J.R.R. Tolkien. Em 11 de junho de 1936, aproximadamente às oito da manhã, depois de ficar sabendo que sua mãe provavelmente nunca sairia do estado de coma, Howard se suicidou. Sentou-se no banco da frente de seu carro e atirou na própria cabeça, mas só morreu oito horas depois. Sua mãe morreu no dia seguinte, e compartilharam o funeral. Ambos estão enterrados no cemitério de Greenleaf, em Brownwood. Na manhã do dia de sua morte Howard escreveu este poema, que foi encontrado datilografado em uma tira de papel na sua carteira: Tudo fugiu -- tudo está feito, então levem-me à pira -- O banquete acabou, e as lâmpadas expiram. (estes versos, que pensou-se originalmente ser paródia de um poema de Ernest Dowson" é na verdade parte de um poema pouco conhecido chamado The House Of Caesar de Viola Garvin.)

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    Texas, EUA

    Robert Ervin Howard