De forma muito fluída e clara, a autora explica como esse sentimento de perda, no sentido amplo, nos é apresentando pela primeira vez quando somos ainda bebês, quando tomamos consciência que somos um ser independente da nossa mãe e que ela precisará se distanciar de nós em alguns momentos (para ir ao banheiro, para ir ao trabalho etc) e como nós sentimos nesse momento (insegurança, medo que ela não volte). Depois passa para conscientização da criança do seu “Eu” e que esse “Eu” demanda ações de independência da mãe (aprender a andar, ter que frequentar uma creche/escola etc). Com a identificação do nosso “Eu” vem as primeiras responsabilidades, as primeiras crises indentidade (tipo: quem eu sou de verdade? Como as as pessoas me enxergam?), as primeiras renúncias, os primeiros fracassos… Depois o tema evolui para outros tipos de perdas até finalizar com a perda da própria vida para a morte.
A autora usa alguns exemplos apresentados através dos livros, principalmente os clássicos, e com isso ela acaba dando vários spoilers. E isso é bem desagradável porque alguns spoilers são do pior tipo, daquele que fala sobre a morte dos personagens.
Tirando isso, leitura super recomendada.