Eu escrevi no meu reading journal, quando registrei essa leitura, que esse livro foi um respiro bem vindo em uma época em que os romances ou são complexos demais, ou são tóxicos demais, ou são mal desenvolvidos. Nora Roberts tem uma fórmula de livros clichês, beirando romances de banca, simples, leves, na medida, e a mulher tá a anos no mercado escrevendo assim, e tem motivo.
Nesse livro temos um romance bem do clichê entre uma gerente de pousada e o novo dono dessa pousada. Aqui não tem slow burn não: no terceiro capítulo eles já tinham se beijado. Eles tem personalidades diferentes, ela gosta do tradicional, do acolhimento, do serviço personalizado, e o cara tá com planos de modernidade e otimização de serviços. Nisso se dá o conflito entre eles, e é aquela coisa, as rusgas por causa da pousada com discussões terminadas por beijos raivosos.
Como eu disse, um clichezão, sem grandes reviravoltas, mas uma delícia de ler. Tem uma parte negativa, e que eu acho que poderia ter continuado melhor sem, que é promoção rivalidade feminina. Dava pra ter colocado um conflito ali sem que fosse necessário essa parte de disputa por macho. Além disso, algumas cenas tem um certo quero/não quero, mas dentro do que a autora propõe não são ruins, mas podem dar dúbia interpretação (ao meu ver, tem consentimento sim).
Gostei, recomendo pra quem quer um livro old school, um romance de banca bem clichê mas bem delicinha de ler.