Em 2002, o escritor Pedro Paixão sentiu a necessidade de ir pela terceira vez a Jerusalém porque achou "obsceno olhar diariamente aquelas imagens nos telejornais e diários e nada fazer". Treze textos explicam a situação terrível que até hoje assola a conturbada e violenta Jerusalém. As religiões judaica, cristã e muçulmana são explicadas num livro-documentário do autor, que chegou a colocar em risco a vida para concluir o trabalho. Neste livro, Paixão foge da sua temática habitual -a ficção- para ingressar num jornalismo pessoal, mesmo que não se considere um jornalista, mas uma pessoa que se sente obrigada a fazer qualquer coisa, nem que seja escrever. Leitura obrigatória para quem vê os acontecimentos no Oriente Médio pela televisão, o livro deste escritor e filósofo faz o leitor perceber que os problemas em causa são mais complexos do que parecem. Para aquele que gostaria de ler “a solução para...” ( os problemas na região) Paixão agradece dizendo: “ esse, felizmente, não é meu leitor”.


