A Prática da Psicoterapia - Psicoterapia - Contribuições ao problema da psicoterapia e à psicologia da transferência - Obra completa de C.G. Jung - Vol. 16/1

    Carl Gustav Jung

    Vozes
    2011
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788532606341
    Português Brasileiro

    A obra apresenta artigos que tratam sobre a questão psicoterápica e a natureza das neuroses.

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    João Francisco da Silveira20/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Não pertença a outrem quem pode pertencer-se a si próprio."

    O volume “a prática da psicoterapia” é composto por nove textos, dentre eles publicações e conferências. Apresenta grandes reflexões, como é típico do autor, mas em alguns pontos pode ser repetitivo (por se tratar da junção de textos de épocas diversas). Jung aborda temas importantes, tais como a necessidade inquestionável de que os terapeutas passem por análise, já que a personalidade do analista apresenta um enorme papel no sucesso terapêutico, mais até que o método utilizado. Sobre o método, a técnica, ele apresenta como deve ser reconhecido que, como a individualidade é múltipla, a psique é extensa, nada mais natural que se haver diversas formas de compreendê-la. Duas visões aparentemente antagônicas podem e, há dados empíricos que comprovam, que são válidas. Num dos últimos textos, “psicoterapia e atualidade”, Jung discute a respeito de individualidade x coletividade, apontando que um dos grandes méritos do cristianismo foi a de reconhecer que todo sujeito é digno de possuir uma alma imortal. O trabalho psicoterapêutico, laborioso e realizado com apenas um sujeito no contexto do consultório particular, pode parecer não alcançar grandes resultados considerando-se o macro do coletivo, mas Jung aponta que apenas através desse trabalho individual é possível que se constitua um Estado formado por uma massa consciente. “E, na medida em que estamos convencidos de que o portador de vida é o indivíduo, se conseguirmos que pelo menos uma única árvore dê frutos, ainda que mil outras permaneçam estéreis, já teremos prestado um serviço ao sentido da vida.”

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