Esotérico
Fiz a leitura com boa vontade e respeito. Porém não fui de modo algum "tocado". De início, já digo que o livro padece do estranho problema de articular, em uma linguagem que tem lógica - o nosso idioma - que é necessário compreender aquilo "fora" da lógica. Dito assim, é claro que entramos na matéria de fé. O começo do livro é mais intrigante, prometendo ao leitor a exposição de uma verdade superior, mais profunda, assim em sintonia com a nossa perplexidade diante do universo. Porém, em vez de isso se tornar cada vez mais profundo e revelador, ou inspirador, torna-se repetitivo e superficial. Estranha é a parte em que ele localiza essa transformação nos anos 1967-69, 1977-79 (época do livro) e 1987-89 - que ele considera como futuro. Aliás, nos dias de hoje então já deveriam ter ocorrido coisas incríveis. Mais estranho é o capítulo 10, em que de repente quem passa a falar é o próprio Jesus Cristo, que retoma diversas de suas imagens e mostra-se algo furioso com os rumos que as coisas tomaram: o permanente farisaísmo. A partir daqui, a leitura se diagonalizou ainda mais. Nenhum novidade surgiu.

